Saúde da mulher

Psicoterapeuta indica 7 estratégias para lidar com o luto

Crédito: Freepik

Apesar de ser uma parte inevitável da vida, não é fácil lidar com o luto. Esse sentimento é uma resposta natural a algum tipo de perda, como morte, trabalho, relacionamento, gravidez e saúde, por exemplo, e se manifesta de forma particular em cada pessoa, podendo ser passageiro ou eterno.

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Não existe uma maneira certa para se lamentar, mas há formas de apoiar o processo de luto e o tornar um pouco menos doloroso e compreensível. Ao “Healthline”, a psicoterapeuta Megan Devine indica a técnica de atenção plena para lidar com esse sentimento. Estudos feitos com pessoas enlutadas mostram que essa terapia é uma grande aliada à regulação emocional.

“A atenção plena como prática, prestando atenção ao que está acontecendo no tempo presente, é realmente útil no processo de luto. Essa técnica visa: sobreviver, administrar e lidar com o sentimento, mas não consertar”, explica a especialista no assunto.

Embora não haja nada de errado em ser positivo, o andamento desse processo é individual, por isso, não é necessário ter apressa ou deixar de lado as emoções. Segundo Megan, encarar o luto como um problema a ser resolvido, em vez de algo a ser cuidado e respeitado, é o maior erro durante esse período.

Veja a seguir sete estratégias, com base na atenção plena, para lidar com o luto, de acordo com Megan Devine:

Reconheça e aceite seus sentimentos

Embora seja um processo difícil, reconhecer e aceitar os sentimentos são os primeiros passos para amenizar a dor. A partir disso, é possível parar de resistir às emoções e entender que o luto não é um caminho linear e sim, uma “montanha-russa” de sensações.

Segundo Devine, compreender que a dor vem e vai, permite lidar melhor com os sentimentos, pois eventualmente, eles passarão.

Se expresse

Se expressar é essencial durante o processo. Após reconhecer e aceitar os sentimentos, é hora de colocá-los para fora de forma saudável, vale: escrever ou registrar em um diário, praticar exercícios, conversar com alguém de confiança, dançar, fazer jardinagem, se voluntariar a algo, cozinhar, tocar ou escrever alguma música, e qualquer outra atividade que te deixe confortável.

Não se sinta sozinha

O luto pode ser um lugar solitário, mas você nunca está sozinha em sua dor. Esse sentimento é universal, portanto, use a atenção plena para estar ciente disso. Se necessário, considere entrar em algum grupo de apoio às pessoas enlutadas.

Medite

Em tempos de perda, essa pode ser tarefa difícil de se concentrar, mas a meditação focada no luto consegue criar um espaço estruturado para te permitir sentir e aceitar. Além disso, a prática cria um ambiente seguro para que o sentimento exista sem resistência, e te ajuda aprender a lidar com ele.

Crie limites saudáveis

É comum que amigos, familiares e conhecidos se solidarizem com o momento e tente ajudar de alguma forma, seja com palavras, presentes ou visitas. Apesar da boa intenção, essas atitudes nem sempre são as melhores opções para os enlutados.



Devine indica comunicar suas necessidades e definir limites saudáveis. A melhor maneira é ser sincera e pedir para respeitarem seu tempo e momento. Embora pareça uma tarefa difícil, um simples pedido pode ajudá-la se sentir apoiada e compreendida em sua dor.

Se atente aos sinais

Não existe regras que determinem o luto, por isso, não se deve criar expectativas de como o sofrer ou superá-lo. Embora a dor possa ir e vir, a perda permanece, então é normal chorar e/ou se sentir triste ao recordar da perda, independente de quanto tempo tenha se passado.

Às vezes, algumas reações, como insônia, pesadelo e falta de apetite, costumam ser comuns em pessoas enlutadas e tornam o processo ainda mais difícil. Embora esses sinais não signifiquem estar “presa” ao luto, podem afetar negativamente a saúde e o bem-estar, por isso, é preciso se atentar aos sinais.

O luto é considerado um problema quando resulta em alguns comportamentos prejudiciais, como vícios, isolamento, pensamentos de suicídio ou automutilação, sono de longo prazo ou alterações do apetite que afetam a saúde, incapacidade de longo prazo de reconhecer ou falar sobre a perda. Quando alguma dessas reações são identificadas, é indispensável a ajuda de um profissional da saúde mental.

Conte sua história

“Encontre lugares para falar sobre sua dor. Ao contar a verdade sobre sua própria experiência, as coisas mudam. Embora não precise acontecer imediatamente, compartilhar sua história não apenas honra seu processo de luto, como também homenageia a memória do seu ente querido”, explica a psicoterapeuta.

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