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PSG mergulhado em “medo” e reclamações após derrota em Dortmund

Após a decepção em Dortmund (2-1), os parisienses buscam culpados: desde Neymar, crítico de como seu retorno teria sido mal administrado, a Thomas Tuchel, criticado por sua aposta tática, o PSG vai encarar o jogo de volta das oitavas de final da Liga dos Campeões em águas turvas.

Tudo isso apesar do valioso gol do astro brasileiro ter dado ao PSG 52% de chances de avançar ás quartas, de acordo com o portal de estatísticas Opta.

Mas, para atingir esse objetivo, a união terá que reinar no vestiário e a equipe vai precisar corrigir alguns erros que costumam custar caro em duelos contra equipes de alto nível.

– Neymar reclama –

“Infelizmente, não foi minha escolha, veio do clube, dos médicos, foram eles que tomaram a decisão, da qual eu não gostei”: Neymar não perdeu a chance no final do duelo em Dortmund de manifestar sua insatisfação por não ter voltado antes aos gramados após sua lesão na costela.

Apesar de seu gol, ‘Ney’ se mostrou fora de ritmo, assim como seus companheiros Thiago Silva, Marquinhos e Presnel Kimpembe, todos eles voltando de lesões.

“Conversamos muito sobre isso. Eu queria jogar, estava me sentindo bem, mas o clube estava com medo, e, no final, eu que estou sofrendo””, declarou Neymar.

O brasileiro, que ficou fora dos duelos das oitavas contra o Manchester United no ano passado devido a uma lesão no pé, foi poupado nas últimas semanas por precaução.

A paranóia que envolve o estado físico do jogador mais caro da história (222 milhões de euros em 2017), às vezes levou a cautela ao extremo na equipe parisiense.

“Se eu estivesse em melhor forma física, certamente teria feito uma partida melhor”, disse Neymar após o jogo.

– Aposta fracassada de Tuchel –

A decepção em Paris faz jus às expectativas criadas, e as redes sociais mostraram descontentamento e até raiva dos torcedores parisienses. Um exemplo disso foi um vídeo do irmão do zagueiro Presnel Kimbembe, no qual ele ataca o técnico Thomas Tuchel, antes de apontar que era uma piada.

Em seu retorno a Dortmund, cidade de seu antigo clube (2015-2017), Tuchel tentou surpreender ao mudar seu sistema do 4-4-2 para um 3-4-3 experimental.

Resultado: uma equipe deslocada, sem ideias e sem capacidade de causar danos no ataque.

“É fácil ser treinador quando você não é um, se você pode ver a partida e analisá-la depois. Eu tenho que tomar as decisões antes do jogo”, se defendeu Tuchel. “Ninguém sabe o que teria acontecido se tivéssemos jogado no 4-4-2”, acrescentou após a partida.

Embora tenha assumido sua “responsabilidade”, lembrou o calendário carregado de sua equipe nas últimas semanas, e citou o “medo” de seus jogadores, que se tornou crônico nesta fase do torneio.

“Nos falta um pouco de confiança (…), não sei por que”, disse o técnico alemão. “Jogamos com medo demais de cometer um erro”.

– Desfalques absurdos –

Para acabar de uma vez com todas com a maldição das oitavas dentro de três semanas, Tuchel terá que encontrar uma fórmula sem Marco Verratti e Thomas Meunier, suspensos por acúmulo de cartões amarelos.

Uma dor de cabeça extra que poderia ter sido evitada, de acordo com o lateral belga: “Eu não sabia que estava pendurado… Isso me irrita. Se soubesse, não teria cometido essa falta”.

Imperdoável nesse nível, essa falta de rigor pode ser compensada pelo amplo elenco parisiense. Thilo Kehrer, Leandro Paredes, Juan Bertnat, Mauro Icardi ou Edinson Cavani, que não jogaram na partida de ida, oferecem garantias suficientes para confiar na virada no jogo de volta.

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