PSDB repudia invasão dos EUA à Venezuela e alfineta PT por apoio a Maduro

Aécio Neves, presidente nacional do partido, destacou que violação da soberania de um país é inaceitável

Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Aécio Neves( PSDB-MG) Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O presidente nacional do PSDB, o deputado federal Aécio Neves, afirmou neste sábado, 3, que o partido repudia a  invasão norte-americana à Venezuela, ocorria durante a madrugada. Em nota divulgada nas redes sociais, o parlamentar disse que a “violação da soberania de um país e o uso da força como instrumento político são inaceitáveis e não podem ser legitimados sob nenhuma circunstância. O respeito à autodeterminação dos povos é um valor essencial para todas as nações que defendem a democracia, a paz e o direito internacional”.

Ainda na nota, Aécio destacou que a posição da sigla “não implica, em hipótese alguma, qualquer apoio ou complacência com o regime autoritário de Nicolás Maduro”. O partido destaca que o país vizinho “vive há anos sob uma ditadura que suprimiu liberdades, destruiu instituições, empobreceu sua população e provocou uma grave crise humanitária que forçou milhões de venezuelanos a deixarem o país”.

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O deputado também culpou os governos do PT de ignorar a situação na Venezuela por “alinhamento ideológico. “Essas gestões fecharam os olhos para os abusos do regime e abandonaram o compromisso com a democracia na região”, diz o texto.

O PSDB defendeu ainda que os próprios venezuelanos devem conduzir umas “saída pacífica, negociada e legítima para a crise”. “Ao mesmo tempo, alerta para a necessidade de vigilância da comunidade internacional para que os interesses estratégicos e as riquezas do país pertençam, soberanamente, ao seu povo e não sejam explorados por regimes autoritários ou interesses externos. Democracia, soberania e liberdade são princípios inegociáveis”, conclui a nota.

Ataque e captura de Maduro

O presidente dos Estados Unidos anunciou neste sábado que forças americanas realizaram um ataque em larga escala contra a Venezuela durante a noite, capturando o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, que foram retirados do país.

Trata-se da intervenção direta mais significativa de Washington na América Latina desde a invasão do Panamá em 1989, que depôs Manuel Noriega por acusações semelhantes.

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado junto com sua esposa e levado para fora do país”, escreveu Trump no Truth Social.