O PSDB pretende definir até o fim de maio se levará adiante a candidatura de Paulo Serra ao governo de São Paulo em 2026. A pré-candidatura do ex-prefeito de Santo André foi anunciada na última semana pelo presidente nacional da legenda, Aécio Neves (MG).
Nos bastidores, aliados de Serra avaliam que o cenário ainda está em aberto. Segundo interlocutores, há uma divisão sobre a decisão, com cerca de 50% de chances de o tucano aceitar a disputa e outros 50% de recuar.
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O que aconteceu
- A candidatura de Paulo Serra ao governo de São Paulo em 2026 será definida pelo PSDB até o fim de maio.
- Aliados do ex-prefeito de Santo André expressam divisão interna, com 50% de chances de avanço ou recuo na disputa.
- O partido intensifica articulações para buscar alianças robustas, cruciais para a viabilidade eleitoral e o fortalecimento da bancada federal.
A principal resistência está ligada à avaliação de risco político. Pessoas próximas ao ex-prefeito consideram que entrar na corrida ao Palácio dos Bandeirantes sem um arco de alianças robusto pode representar um “suicídio” eleitoral, especialmente diante da possibilidade já pavimentada de uma candidatura à Câmara dos Deputados.
Por outro lado, há setores do partido que defendem a manutenção do nome na disputa estadual. A leitura é de que uma candidatura própria ao governo pode impulsionar o desempenho do PSDB nas eleições proporcionais e ampliar a bancada de deputados federais.
Diante do impasse, a cúpula tucana deve intensificar as articulações nos próximos dias. Interlocutores afirmam que dirigentes do partido devem se reunir com presidentes de outras siglas para tentar estruturar apoios e viabilizar a candidatura de Paulo Serra.