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Protestos entram em seu quarto mês no Líbano

Protestos entram em seu quarto mês no Líbano

Protesto contra o governo em Beirute, em 14 de janeiro - AFP

Os manifestantes bloquearam nesta sexta-feira várias estradas no Líbano, no âmbito de um movimento de contestação que entra no seu quarto mês contra uma classe política acusada de corrupção e incompetência.

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O movimento lançado em 17 de outubro retomou o folego esta semana, após um período de relativa calma, para denunciar a demora do novo primeiro-ministro Hassan Diab em formar um novo governo.

Hassan Diab foi nomeado em 19 de dezembro, depois que Saad Hariri renunciou no final de outubro, sob pressão das ruas.

Nesta sexta-feira, carros foram estacionados em uma ponte da rodovia que leva ao centro de Beirute.

“Bloqueamos a estrada com carros porque é algo que eles não podem remover”, disse Maroun Karam, um manifestante, à AFP.

“Não queremos um governo de políticos ‘mascarados’ de tecnocratas”, acrescentou.

A contestação exige um gabinete de especialistas independentes, uma reivindicação defendida pelo novo primeiro-ministro, que no entanto admitiu ser pressionado pelos partidos que apoiaram sua nomeação.

“Qualquer governo com rostos políticos ‘mascarados’ cairá. Não daremos a ele nenhuma chance”, insistiu Karam.

Carlos Yammine, de 32 anos, também recusa uma “divisão do bolo” entre os partidos tradicionais para a formação do governo.

“Pedimos desde o início do movimento um governo de emergência, reduzido, e transitório com pessoas independentes”, afirmou.

Em outras partes do país, estradas foram bloqueadas em várias regiões, incluindo Trípoli (norte) e os subúrbios do norte de Beirute, algumas das quais foram reabertas pela polícia.

Terça e quarta-feira, a capital libanesa foi palco de violência marcada por atos de vandalismo contra vários bancos e confrontos entre manifestantes e policiais.

Em 48 horas, pelo menos cem manifestantes foram presos, disseram advogados à AFP.

Na quinta-feira, algumas centenas de pessoas se reuniram em frente à sede do Parlamento, do Banco Central do Líbano e do ministério do Interior, enquanto a grande maioria dos presos foi libertada.

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