NOVA DÉLHI, 20 DEZ (ANSA) – Pelo menos 14 pessoas morreram e 1200 foram detidas durante confrontos entre policiais e manifestantes contrários a uma lei de cidadania que exclui muçulmanos aprovada na Índia, informou o novo balanço divulgado nesta sexta-feira (20) por fontes médicas. O caos no país teve início no último dia 11 de dezembro e concentrou-se nas universidades do país, mas logo depois ganhou às ruas. O estado de Uttar Pradesh, onde há tensões entre a maioria hindu e a minoria de muçulmanos, é um dos locais mais atingidos pelos confrontos. As autoridades indianas desconectaram a internet em partes da região, além de proibirem, pelo terceiro dia consecutivo, as manifestações públicas em áreas de Nova Délhi e outras cidades do país. O novo projeto facilita a concessão de cidadania a pessoas do Paquistão, Bangladesh e Afeganistão que vivem na Índia ilegalmente, desde que tenham deixado seus países por algum episódio de perseguição religiosa anterior a 2015. No entanto, a nacionalidade indiana só será oferecida de maneira mais veloz apenas a budistas, cristãos, hindus, partis, jains e sikhs, excluindo os muçulmanos rohingyas de Myanmar. A polêmica lei provocou a revolta entre os cidadãos e até mesmo os grupos mais conservadores hindus também estão contra a proposta legislativa do primeiro-ministro Narendra Modi. (ANSA)