Ediçao Da Semana

Nº 2742 - 12/08/22 Leia mais

O Exército brasileiro, sempre tão admirado pela população, sob o desgoverno de Jair Bolsonaro, o verdugo do Planalto, rebaixou-se tremendamente. Quase 15 mil militares, entre temporários e efetivos, tornaram-se servidores do Executivo e conheceram as tentações da carne. Literalmente, aliás! As picanhas superfaturadas que o digam.

Outro espanto é a regra aprovada pelo patriota presidente da República, sempre tão preocupado e zeloso com o dinheiro do povo, que permite que oficiais de alta patente, ocupando cargos no governo federal, acumulem salários e aposentadorias. Resultado: militares recebendo até 1 milhão de reais por ano. Ainda bem que acabou a mamata.

Para piorar, parte da caserna – sobretudo a de pijama – incentiva e deseja o tão sonhado golpe de Estado. É triste constatar que gastamos uma fortuna, inclusive com filhas não casadas destes, e ao invés de segurança institucional, temos justamente o contrário. As Forças Armadas, hoje, são mera sombra do que já foram um dia. Se é que foram.

O deputado federal Elias Vaz (PSB-GO), em entrevista à Mara Luquet, do canal My News no Youtube, afirmou que o custo das tais próteses penianas, compradas pelo Exército, chegou a incríveis 60 mil reais em alguns casos. Sabem quanto custa as próteses que o SUS (Sistema Único de Saúde) disponibiliza para a população? Cerca de 4 mil reais.

Durante o auge da pandemia, cerca de 75 mil militares receberam, indevidamente, o auxílio emergencial de 600 reais, proposto e aprovado pelo Congresso, a despeito de Paulo Guedes, o ex-posto Ipiranga, que queria 200 reais. Pegos no crime, 28 mil ‘defensores da pátria’ não devolveram o butim. Os pobres que realmente precisam? Que se lasquem, ué.

Se você, leitor amigo, leitora amiga, chegou até aqui e é fã de carteirinha das Forças Armadas, sugiro que pense a respeito. Não, não estou dizendo para mudar de opinião, até porque a Instituição tem grandes quadros e muita importância. Apenas chamo sua atenção para um certo tipo de idolatria cega e idota. Se é Poder Público, confie desconfiando. Sempre!