Propinoduto no ABC

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SUJEIRA O ex-prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, é suspeito de receber propinas da OAS (Crédito: Divulgação)

O ex-prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT), está sendo investigado por liderar um esquema de corrupção quando esteve à frente da prefeitura no ABC (de 2009 a 2016). Nesse período, o petista direcionou as mais importantes obras da cidade à empreiteira OAS, a mesma que deu um tríplex e reformou o sítio de Atibaia para o ex-presidente Lula, o padrinho político de Marinho. Beneficiada na gestão Marinho, agora a OAS será obrigada a devolver R$ 12 milhões aos cofres da prefeitura. Esse é o valor que foi desviado das obras que a OAS fez na cidade na gestão petista, para o pagamento de propinas aos integrantes da administração de Marinho, segundo revelou ao Ministério Público Federal (MPF) o ex-superintendente da OAS, José Ricardo Nogueira Breghirolli.

Mensalão

Breghirolli disse ao MPF que a OAS pagava mesadas a integrantes da equipe de Marinho, em valores que variavam de R$ 200 mil a R$ 1 milhão. Os recursos eram desviados das obras em São Bernardo e compunham o caixa dois da construtora, formado à base de superfaturamentos na gestão petista. Em oito anos, a OAS recebeu R$ 1 bilhão da prefeitura.

Piscinão

Entre as obras superfaturadas na gestão petista está o piscinão do Paço. Elas foram orçadas em R$ 296 milhões, mas Marinho elevou o custo para R$ 353 milhões. Há suspeita de desvios de R$ 100 milhões. Apesar da fortuna paga à OAS, Marinho nunca entregou as obras: elas só foram terminadas agora na gestão do prefeito Orlando Morando (PSDB).

Bolsonaro é conivente com Wajngarten

Alan Santos/PR

Fábio Wjangarten não se emenda. Um mês depois de assumir a Secretaria de Comunicação, a Igreja Universal, dona da TV Record, aumentou sua mesada de R$ 25,6 mil para R$ 35 mil. Em contrapartida, a Record passou a receber mais verbas públicas do que a TV Globo, que tem o dobro da audiência da emissora de Edir Macedo. Não se trata apenas de conflito de interesses: é corrupção mesmo, e Bolsonaro é conivente.

Rápidas

* A Assembleia Legislativa do Paraná mostra que os estados não estão tão quebrados assim. Decidiu instalar um elevador panorâmico de R$ 1,7 milhão para servir os deputados estaduais, que desejam ainda melhorias no ar condicionado e no sistema de som do plenário.

* O problema do Brasil não é falta de dinheiro. Afinal, o orçamento da União é de R$ 1,5 trilhão. O que acontece é que as autoridades usam mal os recursos, em obras desnecessárias, ou o dinheiro se perde na corrupção.

* Bolsonaro diz que se Guedes não der resultados até julho pode trocar de ministro. E os números não ajudam. Em janeiro, o Brasil registrou um déficit de US$ 1,7 bilhão na balança de pagamentos. O pior desde 2015, com Dilma.

* A revelação feita pelo vereador Ítalo Ciba, sargento da reserva da PM-RJ, de que Flávio Bolsonaro visitou várias vezes na cadeia o capitão Adriano da Nóbrega, chefe de milícia executado na Bahia, é muito grave.

Retrato falado

“Por que todo cearense tem a cabeça grande?” (Crédito:Divulgação)

Bolsonaro continua revelando todo o seu preconceito em relação aos moradores do Nordeste. Em visita ao comércio do Guarujá, no sábado de Carnaval, o presidente encontrou um nordestino na porta de um supermercado e tomou-lhe seu
chapéu de couro. Mais uma vez, fez uma brincadeira de mau-gosto: “Por que todo o cearense tem a cabeça grande?” O homem se aproximou do presidente, fez uma selfie e cochichou algo no seu ouvido. “O que ele falou eu não posso falar para vocês”.

Em pé de guerra

Os governadores de pelo menos 20 estados estão em pé de guerra contra Bolsonaro, graças à escalada autoritária que o presidente tem adotado em relação aos temas que envolvem o mundo político de um modo geral. Um dos governadores
que participa da articulação do movimento para denunciar os desmandos do presidente revelou a esta coluna que Bolsonaro só está poupando os militares, pois se escora neles para governar, e o Poder Judiciário, por conta dos problemas jurídicos do filho,
o senador Flávio Bolsonaro. A união dos governadores se deu a partir da “agressão” que o presidente fez a eles por meio da polêmica sobre a redução do ICMS no valor dos combustíveis.

Jogou pra galera

O presidente, segundo eles, quis jogar a opinião pública contra os governos estaduais, uma vez que todos sabem que a Petrobras é quem faz a política de preços dos derivados do petróleo. Até porque os estados já estão em situação falimentar e não podem abrir mão da receita constitucional do ICMS.

Toma lá dá cá

Antonio Anastasia, Senador (Crédito:Divulgaçaõ)

Por que o senhor decidiu deixar o PSDB?
Foi uma decisão amadurecida. Fiquei 15 anos no PSDB, onde tive importantes desafios e conquistas. A vida partidária é dinâmica e decidi aceitar o convite que recebi do PSD.

O senhor acredita que no PSD terá mais espaço para desenvolver seu trabalho?
Espero manter no PSD minha posição política de equilíbrio, serenidade e de construção de convergências para que os bons projetos para o País possam sair do papel.

Quais serão as prioridades do Senado este ano?
Temos que nos debruçar sobre os temas necessários para o desenvolvimento do Brasil:as reformas administrativa e a tributária, assim como aprovar a prisão após condenação em segunda instância.

Enfim inocentado

O advogado Roberto Caldas, ex-juiz da Corte Interamericana de Direitos Humanos, com sede na Costa Rica, pode, finalmente, respirar aliviado e retomar sua carreira de advogado ligado às causas sociais. Caldas foi acusado indevidamente pela ex-mulher Michella Marys Santana Pereira por supostos crimes de violência doméstica: ela simulou agressões.

Divulgação

Denúncias vazias

Com base em depoimentos inverídicos da ex-mulher e de duas ex-empregadas domésticas do casal residente em Brasília, a Justiça abriu contra ele 14 ações, que foram derrubadas uma a uma, depois de quase 3 anos de demandas judiciais. Caldas provou que jamais bateu na mulher como ela dizia e as empregadas acabaram retirando as queixas que fizeram.

Casal vinte

Para o casal João e Bia Doria, a notícia de que estavam separados não passou de fofoca. O governador e a primeira-dama fizeram questão de se beijar no Sambódromo de São Paulo, no sábado de Carnaval, quando assistiram ao segundo dia de desfiles. Segundo o governador, o casamento está mais forte do que nunca.

 


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