SEUL, 13 JAN (ANSA) – Promotores da Coreia do Sul pediram nesta terça-feira (13) a pena de morte para o ex-presidente Yoon Suk-yeol por tentativa de declarar lei marcial em dezembro de 2024, mergulhando o país no caos. Já para o ex-ministro da Defesa Kim Yong-hyun, cúmplice da ação, foi pedida a prisão perpétua.
Na última audiência do processo realizada hoje, com duração de 11 horas, as autoridades avaliaram as acusações contra o ex-mandatário por insurreição, abuso de poder e outros crimes relacionados ao caso.
Em suas alegações finais, os promotores acusaram Yoon de ser o líder de uma “insurreição” motivada por uma “sede de poder com o objetivo de instaurar uma ditadura e governar por muito tempo”. Ele também foi tido como alguém que não demonstrou “nenhum remorso” por ações que ameaçavam a “ordem constitucional e a democracia”.
“As maiores vítimas da insurreição neste caso são o povo deste país. Uma punição severa deve ser imposta”, pediu a Promotoria.
Já a equipe de defesa de Yoon comparou o ex-presidente a grandes figuras históricas, como italianos Galileu Galilei (1564-1642) e Giordano Bruno (1548-1600), cientista e pensador, respectivamente, que foram condenados injustamente. No caso de Bruno, ele foi executado na fogueira pela Inquisição.
O julgamento deveria ter sido concluído na sexta-feira (9) mas foi adiado após 15 horas de deliberação.
Além da pena de morte a Yoon, os promotores pediram a prisão perpétua a Kim, ex-ministro da Defesa, acusado de envolvimento na tentativa de impor a lei marcial.
Yoon desencadeou uma crise política ao anunciar o fim do regime civil em dezembro de 2024 e enviar tropas ao Parlamento para impor a medida. No entanto, sua tentativa fracassou, e ele se tornou o primeiro presidente em exercício do país a ser preso, em janeiro passado, culminando na sua destituição do cargo em abril de 2025. (ANSA).