Projeto visa diminuir 70% da área da Chapada dos Veadeiros para agricultura

Crédito: Divulgação

(Crédito: Divulgação)


Se você ainda não conhece uma das regiões mais lindas e ricas em fauna e flora do Brasil, é melhor conhecer porque ela corre o risco de ser derrubada para favorecer a agricultura. Uma tristeza.

A história do desmatamento em larga escala no Brasil não é de hoje. Ela começa nos anos 1970, sob o incentivo da ditadura militar. A partir dali, estradas foram rasgadas na selva Amazônica, abrindo espaço para fazendas, gado, agricultura, garimpos e a exploração de madeira. As florestas que restaram inclusive já apresentam sintomas de terem cruzado um ponto sem retorno no clima-vegetação, com áreas imensas mostrando o processo de savanização. É o início do processo que se acelera devido ao avanço do desmatamento e da degradação florestal.

Divulgação
Ainda sobre o desmatamento, esse ano já vemos sinais muito claros da crise climática próxima. No Brasil, por exemplo, há neve caindo no Sul, secas nas áreas de agricultura do centro-oeste e a floresta amazônica já emitindo mais CO2 do que absorve.
E o modelo de pensamento é sempre o mesmo: A agropecuária e a expansão das fronteiras agrícolas que não enxergam as comunidades locais, moradores e o bioma como um bem precioso, e sim a substituição dela como única maneira de haver desenvolvimento econômico. Mas o caminho para o agronegócio e seus ganhos crescentes estão colocando em grave risco o futuro dos biomas.

Apesar do ex- ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles estar desaparecido do cenário, parece que seu “time” continua com o lema da boiada passar: Um projeto de decreto legislativo que tramita na Câmara dos Deputados quer diminuir em aproximadamente 72% a área do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. O deputado Federal Delegado Waldir (PSL) apresentou que apresentou a proposta, alegando que “Apesar de o Parque contribuir com a preservação ambiental, ressalta-se que o aumento desmedido de seu tamanho prejudica os agricultores da região.” Lembrando que o parque já chegou a ter 625 mil hectares, quando foi criado em 1961 pelo presidente Juscelino Kubitschek, e hoje querem voltar para 65 mil hectares, apenas 10% da sua área total.

Repito. É triste. Na Amazônia por exemplo, projetos como o Amazônia 4.0 surgem como uma terceira via para enfrentar o desmatamento e andar com a economia verde, propondo atividades sustentáveis e rentáveis para benefício do país e das comunidades locais. É preciso ter mais cientistas e projetos como o de Carlos Nobre no Brasil urgente. Estamos no tipping point e nossos biomas vão virar savana. O Brasil não precisa ser do agronegócio, a segunda via não é a única para nos desenvolvermos economicamente. O problema é a mente ossificada de ministros e deputados que seguem um padrão de pensamento totalmente obsoleto e sem sentido, achando que a salvação do país é acabar com as florestas do nosso país, sem entender as consequências que isso trará para o mundo,


Saiba mais
+ Modelo brasileiro se casa com nove mulheres e vira notícia internacional
+ Horóscopo: confira a previsão de hoje para seu signo
+ Receita simples e rápida de asinhas de frango com molho picante
+ Conheça o suco que aumenta a longevidade e reduz o colesterol
+ CNH: veja o que você precisa saber para a solicitação e renovação
+ Vídeo de jacaré surfando em Floripa viraliza na internet
+ Vale-alimentação: entenda o que muda com novas regras para benefício
+ Veja quais foram os carros mais roubados em SP em 2021
+ Expedição identifica lula gigante responsável por naufrágio de navio em 2011
+ Tudo o que você precisa saber antes de comprar uma panela elétrica
+ Descoberto na Armênia aqueduto mais oriental do Império Romano
+ Agência dos EUA alerta: nunca lave carne de frango crua
+ Gel de babosa na bebida: veja os benefícios
+ Truque para espremer limões vira mania nas redes sociais


Sobre o autor

Flavia Vitorino é jornalista e turismóloga especialista em destinos e viagens de natureza. Diretora de conteúdo do aplicativo LYFX e agente de viagens pela GO Escape.


Mais posts

Ver mais

Copyright © 2021 - Três Editorial Ltda.
Todos os direitos reservados.

Nota de esclarecimento: A Três Comércio de Publicações Ltda., empresa responsável pela comercialização das revistas da Três Editorial, informa aos seus consumidores que não realiza cobranças e que também não oferece o cancelamento do contrato de assinatura mediante o pagamento de qualquer valor, tampouco autoriza terceiros a fazê-lo. A empresa não se responsabiliza por tais mensagens e cobranças.