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Projeções apontam vitória do ‘sim’ a passe anti-Covid na Suíça


GENEBRA, 28 NOV (ANSA) – A população da Suíça aprovou neste domingo (28) a exigência de certificado sanitário anti-Covid para acesso a determinados locais, como restaurantes, de acordo com as primeiras projeções da imprensa local.   

Os suíços foram chamados às urnas para votar em um referendo sobre alterações na legislação federal contra a pandemia, após comitês contrários ao passe terem reunido o mínimo de assinaturas necessárias para convocar uma consulta popular.   

A votação dizia respeito a emendas na legislação anti-Covid que permitiram o aumento dos auxílios financeiros do governo e estabeleceram as bases legais para o certificado sanitário para vacinados, curados ou testados contra o novo coronavírus.   

Esse documento é exigido desde meados de setembro para acesso em diversos lugares públicos, como restaurantes e museus, e se tornou alvo de recorrentes protestos de negacionistas da pandemia.   

O referendo ocorreu em meio a uma nova alta dos casos na Suíça e ao crescente temor com a variante Ômicron, mas a população se expressou claramente a favor das restrições.   

De acordo com uma projeção do instituto de pesquisa GFS Bern, o “sim” à legislação anti-Covid deve vencer com 63% dos votos, enquanto a apuração, ainda em estágio inicial, mostra um placar de 59,8% a 40,2%.   

Para evitar confusão durante a votação, a polícia bloqueou as ruas ao redor do Parlamento, na capital Berna, já que alguns grupos haviam convocado manifestações na internet. Os defensores do “não” alegam que o certificado é um ataque à liberdade individual e, na prática, torna a vacinação obrigatória.   

A Suíça tem 65% de sua população totalmente vacinada contra a Covid, segundo o portal Our World in Data, índice menor que o de países fronteiriços, como Itália (73%), França (69%) e até Alemanha (68%), onde a desconfiança sobre os imunizantes levou a uma explosão no número de casos.   

Antes do referendo, o ministro suíço do Interior, Alain Berset, disse em um debate que queria “sair logo dessa situação”, enquanto um grupo defensor do “sim” baseou sua campanha no slogan “Vacinem-se e parem de choramingar”. (ANSA).   


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