Lula foca em soberania, propõe mudar emendas e defende fim de 6×1 em plano de governo

Documento de 84 páginas prioriza democracia, combate às desigualdades e desenvolvimento sustentável para o país

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A chapa encabeçada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) protocolou nesta sexta-feira (7) a primeira versão de seu programa de governo em São Paulo. O documento detalha as diretrizes para um eventual novo mandato presidencial, com foco na defesa da democracia e no combate às desigualdades sociais. Esta iniciativa marca um passo importante na corrida eleitoral.

  • O programa de governo Lula Alckmin, com 84 páginas, estabelece diretrizes para um novo mandato, priorizando democracia e combate às desigualdades.
  • Entre as principais propostas estão a ampliação de políticas sociais, a defesa dos direitos das mulheres e o fortalecimento da segurança pública.
  • O documento também aborda reformas econômica e tributária, além de reafirmar o compromisso com a agenda ambiental e a soberania nacional.

Com 84 páginas, o documento estabelece diretrizes para um eventual novo mandato, apresentando como prioridades a defesa da democracia e da soberania nacional, o combate às desigualdades, a modernização do Estado, a segurança pública, a proteção das mulheres e o desenvolvimento sustentável. Intitulado “Diretrizes para o programa de transformação do Brasil: um país soberano, democrático, desenvolvido, sustentável e criativo”, o texto é dividido em 13 eixos e ainda poderá receber alterações ou adendos pela coligação.

Segundo a chapa, a proposta busca colocar o bem-estar da população no centro das decisões, com políticas públicas orientadas por inclusão, equidade, solidariedade e interesse público. Entre as principais propostas estão a ampliação de políticas sociais e de acesso à educação, saúde e infraestrutura, além do enfrentamento das desigualdades sociais, regionais, raciais e de gênero.

Prioridades para a sociedade

O programa também defende medidas de proteção às mulheres, incluindo o combate ao feminicídio, e prevê a conclusão de 30 Casas da Mulher Brasileira e 15 Centros de Referência da Mulher.

Na área de segurança pública, Lula e Alckmin defendem a aprovação da PEC da Segurança Pública, com maior integração entre as forças de segurança, uso de inteligência e compartilhamento de dados.

O documento também propõe o combate ao crime organizado por meio do enfrentamento de suas estruturas econômicas e financeiras e reafirma a defesa de políticas de controle de armas e munições.

Quais as propostas econômicas e trabalhistas?

O programa ainda defende uma reforma política e critica o volume de recursos destinados às emendas parlamentares. Segundo o texto, as emendas somaram R$ 50 bilhões no orçamento de 2026 e representam uma parcela significativa dos recursos discricionários do Executivo. A chapa apoia que o tema seja debatido com a sociedade.

No campo econômico e trabalhista, Lula e Alckmin estabelecem como objetivo manter o crescimento, ampliar investimentos sociais e promover mudanças na tributação. Entre as propostas está o fim da escala 6×1, com redução da jornada para 40 horas semanais sem diminuição da renda, além do avanço na igualdade salarial entre homens e mulheres.

Sustentabilidade e política externa

A agenda ambiental também ocupa espaço central. A chapa reafirma a meta de alcançar o desmatamento líquido zero até 2030, fortalecer políticas de prevenção e combate ao desmatamento e avançar na transição energética e na redução da dependência de combustíveis fósseis.

Na política externa, o documento defende uma atuação mais independente do Brasil, o fortalecimento do Mercosul e da integração sul-americana e a manutenção da América do Sul e do Caribe como zonas de paz. A soberania nacional é apresentada como um princípio permanente, com oposição a iniciativas que, segundo o programa, possam subordinar o país a interesses estrangeiros.

O texto também faz uma avaliação crítica do governo de Jair Bolsonaro (PL), atribuindo à gestão anterior retrocessos em políticas públicas, aumento das desigualdades e problemas econômicos e fiscais. Em contraposição, a chapa afirma que os governos de Lula reconstruíram políticas públicas, fortaleceram as instituições democráticas e recuperaram a posição do Brasil no cenário internacional.

Da IstoÉ com ANSA.