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Professor pede para aluna abrir a câmera após saber que ela estava sem roupa

Crédito: Reprodução

Um professor da Faculdade de Direito de Franca, no interior de São Paulo, está sendo acusado de assédio nas redes sociais após um vídeo de uma conversa dele com uma aluna durante uma aula na segunda-feira (28) ser postado na internet. Na gravação, o docente pede à estudante que abra a câmera dela. No entanto, a estudante afirma que não pode e que só manteria o áudio ligado. As informações são da revista Marie Claire.

“Deve estar horrível”, diz o professor. “Não é isso, não. É que eu ia tomar banho e estou sem roupa, não posso abrir”, responde a estudante. Após a resposta, o professor insiste: “Abre a câmera aí”. “Não, não vou abrir”, afirma a aluna.

“Está de sacanagem comigo? Sério que você falou isso no meio da aula?”, questiona o professor. “Se vai ficar insistindo é melhor eu já falar a verdade, né?”, justifica ela. “Meio ponto para você abrir a câmera”, insiste ele novamente. “Abrir a câmera não vale meio ponto, eu estudo”, conclui a aluna.

Após a divulgação do vídeo, uma mensagem atribuída ao professor também passou a circular nas redes sociais. “Comunico que, até segunda ordem minha, se houver, em razão de uma brincadeira ocorrida ontem, inter partes, e que tem gerado incômodo, por meio de comentários maldosos, a uma colega, todos os alunos, diurno e noturno, estão sem os dois pontos de trabalho”, diz o suposto comunicado do docente.

Em nota, também divulgada nas redes sociais, o Diretório Acadêmico da Faculdade de Direito de Franca repudiou os “atos de assédio moral e sexual denunciados pelos alunos”. De acordo com o diretório, um ofício foi protocolado para que a faculdade abra uma sindicância para avaliar a conduta do professor.

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Chegou ao conhecimento do Diretório Acadêmico da Faculdade de Direito de Franca um ocorrido na aula de Direito Penal do 4º ano do dia 28 de setembro de 2020. Inicialmente é importante destacar que os alunos não devem compartilhar e divulgar tal situação em grupos ou entre particulares pois trata-se de uma exposição que não deve ocorrer para uma das partes. Na ocasião, o professor Dr. William Tristão conversava com uma aluna por áudio, situação em que pediu para que abrisse a câmera .A questão é que ao informar que não poderia abrir a câmera, pois iria entrar no banho e não estava devidamente vestida, o professor insistiu, inclusive mencionando pontuação correspondente. O Diretório Acadêmico “28 de março” vem repudiar atos de assédio moral e sexual denunciados pelos alunos da Faculdade de Direito de Franca – FDF. Reiteramos, como uma pauta já expressa, que todo e qualquer tipo de abuso, agravado pela manipulação através das relações de poder instituídas na academia, são absolutamente inaceitáveis. Tais práticas, apesar do tom de brincadeira, ferem não apenas a ética das relações educacionais, mas o próprio processo de construção científica e a responsabilidade das instituições na formação de recursos humanos. Relembramos que muitas vezes o assédio é estimulado, e repetidamente praticado, ancorando-se na perspectiva de impunidade e permissibilidade corporativista. Entendemos que na Faculdade deve prevalecer a justiça, pois é o espaço de construção e autorreflexão da sociedade, portanto esse tipo de situação é inaceitável, ainda que se baseie em amizade entre professor e aluno. Portanto, o Diretório Acadêmico solidariza-se com os estudantes, reafirma o compromisso de combater o assédio na academia e estar ao lado dos alunos, fazendo valer essa representação, na busca de melhores condições de ensino e pesquisa. O Diretório Acadêmico protocolou hoje um ofício requerendo a abertura de sindicância para avaliar a conduta do professor, sendo requerido a imposição das penalidades previstas no artigo 187 e incisos do Regimento Interno da FDF.

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