São Paulo, 26 – A China registrou mais uma safra recorde de grãos em 2025, elevando a produção nacional para cerca de 714,9 milhões de toneladas, um aumento de 8,4 milhões de toneladas em relação ao ano anterior. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais na semana passada mostram que o país conseguiu manter a colheita acima do nível de 700 milhões de toneladas pelo segundo ano consecutivo, superando adversidades climáticas como secas, inundações e chuvas prolongadas em diversas regiões.
O vice-ministro da pasta, Zhang Xingwang, atribuiu a maior parte do incremento às colheitas de outono, que responderam por mais de 90% do crescimento anual. Geograficamente, a expansão concentrou-se nas três províncias do nordeste, na Mongólia Interior e em Xinjiang, que juntas contribuíram com quase 70% do aumento nacional. Por cultura, o milho desempenhou papel dominante, representando cerca de 75% do crescimento total da produção de grãos.
No segmento de proteínas e oleaginosas, a produção de soja somou 20,91 milhões de toneladas, mantendo-se acima de 20 milhões de toneladas pelo quarto ano seguido. Já a produção combinada de carnes (suína, bovina, ovina e de aves) subiu 4,2%, totalizando 100,72 milhões de toneladas.
O governo chinês destacou o avanço tecnológico como fator central para a produtividade: a taxa de mecanização do cultivo e colheita atingiu 76,7%, e a frota de drones agrícolas ultrapassou 300 mil unidades, cobrindo cerca de 30 milhões de hectares. O desenvolvimento do setor refletiu-se na renda rural, que teve um aumento real de 6% no rendimento disponível per capita dos moradores.
Para o futuro, o ministério promete acelerar reformas, incluindo a expansão de programas-piloto para estender os contratos de terras rurais por mais 30 anos.