A Procuradoria-Geral do Chile anunciou, na noite de quinta-feira (22), a prisão do suspeito de ser o autor do incêndio florestal que causou a maioria das 21 mortes no sul do país, onde bombeiros combatem as chamas desde o fim de semana.
As autoridades já haviam relatado a prisão, nos últimos quatro dias, de outros três suspeitos na região de Biobío, a mais atingida pelos incêndios, e na região de Araucanía.
Os incêndios também chegaram à região de Ñuble. O governo estima o número de afetados em 20 mil.
Por ordem da Procuradoria-Geral, a polícia prendeu um quarto homem “que acabou causando as 20 mortes até o momento” em Biobío, afirmou a procuradora regional Marcela Cartagena em coletiva de imprensa em Concepción, capital da região. A outra vítima morreu em Ñuble.
O detido é um chileno de 39 anos que será apresentado a um juiz nesta sexta-feira. A Procuradoria não especificou as acusações contra ele.
O homem possui “antecedentes criminais por agressão qualificada e violações da lei de propriedade intelectual”, afirmou Claudia Chamorro, inspetora da polícia civil de investigações, juntamente com a procuradora.
Segundo as autoridades, um dos detidos em conexão com os incêndios já foi liberado.
Os incêndios começaram no sábado e se espalharam rapidamente para áreas povoadas devido aos fortes ventos do intenso verão no sul do Chile.
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