QUITO, 22 OUT (ANSA) – A Procuradoria-Geral do Equador abriu uma investigação preliminar contra o presidente do país, Guillermo Lasso, por fraude fiscal por conta das revelações de que ele possui empresas offshore em paraísos fiscais, feitas pelo Pandora Papers.   

À imprensa, os procuradores afirmaram nesta sexta-feira (22) que a investigação foi iniciada no dia 18 de outubro após uma denúncia apresentada pelo ex-candidato à Presidência Yaku Pérez.   

No pedido, o opositor pede que a Procuradoria solicite ao órgão fiscal do Equador todas as movimentações financeiras e os pagamentos de impostos de Lasso e de seus familiares desde 2013.   

A investigação vai analisar se houve crimes de evasão tributária, enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro.   

O pedido tem como base uma lei de 2017 que proíbe que pessoas que concorram à Presidência tenham empresas em paraísos fiscais, inclusive, as que são lícitas.   

Segundo o Pandora Papers, Lasso aparece atrelado a 14 empresas offshore. No entanto, a defesa do presidente disse que o atual mandatário deixou sua participação nessas organizações em 2017, quando foi promulgada a lei nacional. Além da investigação da Procuradoria, uma comissão parlamentar também foi iniciada para investigar possíveis crimes ligados ao escândalo. Porém, Lasso já avisou que não irá depor conforme desejam os parlamentares. No entanto, como não tem maioria no Parlamento, é possível que a oposição consiga apresentar um pedido de afastamento do mandatário ainda em novembro. (ANSA).