Economia

Procurador pede seis anos de prisão para vice do Equador por caso Odebrecht

Procurador pede seis anos de prisão para vice do Equador por caso Odebrecht

Logo da Odebrecht na Vila Olímpica do Rio de Janeiro, 23 de junho de 2016 - AFP/Arquivos

O procurador-geral do Equador, Carlos Baca, pediu nesta quinta-feira a pena máxima de seis anos de prisão para o vice-presidente Jorge Glas, por associação criminosa envolvendo o escândalo de subornos da construtora Odebrecht.

“Após justificar com provas a participação do vice-presidente no crime de associação criminosa, o procurador solicitou a pena máxima prevista no Código Penal”, de seis anos, informou o próprio funcionário no Twitter.

O processo, que corre na Corte Nacional de Justiça, envolve Glas e outras oito pessoas, incluindo seu tio Ricardo Rivera.

Glas, em prisão preventiva desde 2 de outubro, é o político de mais alto escalão em atividade a ser julgado no escândaço Odebrecht, que afeta 12 países da América Latina e da África.

A Procuradoria afirma que Glas recebeu através de Ricardo Rivera um total de 13,5 milhões de dólares em subornos por contratos obtidos pela Odebrecht no Equador.

A prisão preventiva e o processo contra o vice-presidente têm como pano de fundo o racha do movimento governista Aliança País – no poder desde 2007 – entre os partidários do presidente Lenín Moreno e os do ex-presidente Rafael Correa, o grande aliado de Glas.

Correa, que em várias ocasiões disse que não existem provas contra Glas, sustenta que Moreno, que foi seu vice-presidente entre 2007 e 2013, se aliou à oposição tradicional e se utiliza da luta contra a corrupção para desprestigiar seu governo e afastá-lo da política.