Procurador-geral de NY renuncia após acusações de agressão

NOVA YORK, 8 MAI (ANSA) – O procurador-geral de Nova York, Eric Schneiderman, anunciou nesta terça-feira (8) sua renúncia ao cargo depois de ser acusado de agressão por quatro mulheres, o que ele nega. A decisão foi revelada em comunicado público no qual reconhece que as denúncias podem lhe impedir de exercer sua função “neste momento crítico”. “Embora essas alegações não estejam relacionadas à minha conduta profissional ou às operações do escritório, elas efetivamente me impedirão de liderar o trabalho”, ressaltou.   

A polêmica veio à público após a revista “New Yorker” publicar uma reportagem citando duas ex-namoradas, Michelle Manning Barish e Tanya Selvaratnam, foram agredidas sem consentimento, quando estavam na cama e depois de ter ingerido álcool. Uma terceira mulher, uma advogada, contou que foi violentamente golpeada no rosto, mesma experiência relatada pela quarta vítima.   

Schneiderman tem sido um defensor de destaque do movimento MeToo contra o assédio sexual e um feroz oponente do presidente Donald Trump. Em um comunicado, ele disse que “contesta fortemente” as alegações.   

“Na privacidade dos relacionamentos íntimos, eu me envolvi em atividades sexuais consensuais”, diz o comunicado, ressaltando que o procurador não “agrediu ninguém”.   

“Eu nunca me envolvi em sexo não consensual, que é uma linha que eu não cruzaria”, finalizou. (ANSA)