A Justiça descartou o argumento de que Pedro Henrique Espíndola, ex-participante do “BBB26“, teria sofrido um “surto psicótico” no programa, em processo que move contra a Rede Globo. A decisão foi proferida nesta sexta-feira, 3, por um juiz do Paraná, conforme noticiado pelo jornal Metrópoles e confirmado pelo Estadão.
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O que aconteceu
- A Justiça rejeitou a alegação de “surto psicótico” do ex-BBB Pedro Henrique em seu processo contra a Rede Globo, considerando-o apto para assinar o contrato.
- O magistrado considerou que Pedro Henrique não era “parte vulnerável” na relação contratual com a emissora, utilizando sua imagem e voz.
- Após ser inicialmente direcionado ao Rio de Janeiro, o processo foi encerrado, podendo ser reaberto se houver demanda das partes envolvidas.
O escritório de advocacia que defende o ex-brother não retornou o contato da reportagem até o momento. O espaço segue aberto para manifestação.
A decisão judicial
O magistrado Wilson José de Freitas Júnior, da 2ª Vara Cível de Colombo, no Paraná, fundamentou sua decisão ao considerar que o laudo médico apresentado pela defesa de Pedro Henrique era antigo, assinado há mais de dois anos. Por essa razão, foi determinado que o ex-BBB tinha plena capacidade de tomar decisões no momento da assinatura do contrato com a Rede Globo para o reality show.
Além disso, o juiz avaliou que Pedro Henrique não se enquadrava como uma “parte vulnerável” no acordo contratual com a emissora. A decisão ressaltou que o participante mantinha uma relação de negócios com a Globo, uma vez que fazia uso de sua própria imagem e voz durante o programa.
Inicialmente, o magistrado havia definido que o processo deveria tramitar no Rio de Janeiro. Contudo, seis dias após essa determinação, o processo foi definitivamente encerrado. A reabertura do caso dependerá de uma nova demanda ou pedido de uma das partes envolvidas.
O que motivou a ação contra a Globo?
O caso que levou à saída de Pedro Henrique do “BBB26” ocorreu dentro da casa, envolvendo uma interação com a participante Jordana Morais. Segundo relato de Jordana, Pedro se ofereceu para auxiliá-la e a acompanhou até a despensa, onde tentou beijá-la sem seu consentimento.
“Ele pegou e entrou comigo na despensa, me pegou pelo pescoço e tentou me beijar. Eu falei: “Cê tá louco?” e ele falou: “Tô fazendo o que tô com vontade””, detalhou Jordana. A emissora chegou a exibir imagens do momento da interação.
Após o incidente, Pedro decidiu deixar o programa por conta própria. Questionado por outros participantes sobre a situação, ele se limitou a responder: “O que não devia ter acontecido”. Durante a transmissão ao vivo do programa, o apresentador Tadeu Schmidt informou que, caso o participante não tivesse se retirado, ele seria removido pela produção.
Investigação e internação
O episódio resultou na abertura de um inquérito pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, que posteriormente indiciou o ex-BBB por importunação sexual.
Após sua saída do programa e retorno ao Paraná, Pedro foi internado em uma clínica psiquiátrica. Sua defesa argumentou que ele possui diagnóstico prévio de transtorno bipolar, condição que teria sido agravada durante o período de confinamento no reality show.