Ediçao Da Semana

Nº 2742 - 12/08/22 Leia mais

Depois de Johnny Depp ganhar o processo por difamação contra sua ex-mulher, a atriz Amber Heard – do qual deverá receber a bolada de US$ 15 milhões – chegou a vez de outras celebridades irem à justiça para resolver questões que talvez não devessem ser tão públicas. O cantor norte-americano Marilyn Manson, acusado de assédio moral e sexual por diversas mulheres, irá processar sua ex-namorada, a atriz Evan Rachel Wood, que também chegou a denunciar o músico por violência física e sexual. Manson, assim como Deep, alega que o relato de Evan fez com que ele perdesse contratos no mundo da música e também do cinema. Se ela não conseguir provar o que sofreu – e não sofreu – nas mãos do ex-amado, deverá ter uma perda financeira similar com a de Amber Heard.

Logo que saiu o veredito de Johnny Depp e Amber Heard, advogados e ativistas que lutam contra a violência doméstica afirmaram que a decisão poderia ser um retrocesso ao movimento #MeToo – que apenas através do relatos de mulheres, colocou atrás das grades o produtor Harvey Weinstein e o ator Bill Cosby.

Agora, com o precedente de precisar provar com provas materiais, muitas vezes impossíveis de serem produzidas pelo próprio caráter da denúncia, deve fazer com que muitas mulheres se calem, principalmente por medo das represálias financeiras. Outro exemplo que envolve o bolso, mas não o assédio, diz respeito a um dos ex-casais mais famosos do planeta: Angelina Jolie e Brad Pitt. O ator está processando Jolie por causa de uma vinícola de sucesso que os dois adquiriram quando eram casados.

Pitt quer que um júri popular decida se a ex-mulher é a grande responsável por prejudicar o negócio de vinhos familiar ao vender a sua parte para um “desconhecido”. Pitt alega que o comprador faz parte de um conglomerado de vinhos que não teria interesse em ver a vinícola dar certo, mas sim em fechá-la para que outros rótulos da empresa tivessem a oportunidade de prosperar. Segundo o processo, Pitt não foi consultado previamente sobre o comprador.

Foi há quase dez anos, em 2013, que os dois lançaram o selo de vinhos orgânicos Miraval, um sucesso de vendas com as primeiras 6 mil garrafas vendidas em um espaço de poucas horas. Para se ter uma ideia da fama que a bebida atingiu, a champanhe rosé produzida pela vinícola, chamada de “Fleur de Miraval”, localizada na região da Provença, na França, foi servida na última cerimônia do Oscar, em Los Angeles.

Será que Angelina vendeu a sua metade por mera vingança, já que o marido é um apaixonado pelos produtos que a vinícola produz? E, mesmo que esse seja o caso, será que vale o espetáculo de expor a vida pessoal por algo tão íntimo?