Procedimento de Virginia Fonseca chama atenção para tratamentos agressivos

Especialista explica quando tratamentos intensos são indicados e quais os principais cuidados

Reprodução/Instagram.
Virginia Fonseca. Foto: Reprodução/Instagram.

A exposição de procedimentos estéticos por celebridades ganhou destaque após Virginia Fonseca, 27 anos, compartilhar detalhes de um tratamento intenso para acne e textura da pele, chamando a atenção dos seguidores nas redes sociais. A influenciadora revelou estar realizando sessões com tecnologias a laser, incluindo métodos mais agressivos, conhecidos por promover renovação profunda da pele, mesmo com efeitos imediatos como vermelhidão e ardência.

Segundo a influenciadora, o procedimento escolhido atua diretamente na melhora de cicatrizes e irregularidades, sendo considerado um dos que mais trouxeram resultado até agora. Apesar de, aparentemente, a sessão causar desconforto, ela contou que o incômodo maior vem depois, no processo de recuperação. Ela também explicou que o tratamento foi necessário após o surgimento de acne intensa, desencadeada pelo uso de hormônios durante a gestação, o que acabou deixando marcas na pele.

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Diante da repercussão, o caso reacende um ponto importante dentro da estética: até que ponto procedimentos mais intensos são indicados e como equilibrar eficácia com segurança e naturalidade dos resultados.

Para a farmacêutica esteta *Kamilla Coelho, mestre em Ciências Farmacêuticas, é fundamental entender que tecnologias como lasers e tratamentos ablativos têm indicação específica e exigem avaliação individualizada. “Procedimentos mais intensos podem trazer resultados expressivos, principalmente em casos de cicatrizes de acne, mas precisam ser conduzidos com critério técnico, respeitando o tipo de pele, histórico do paciente e momento de vida, como gestação ou alterações hormonais”, explica.

A especialista destaca ainda que o desconforto relatado no pós-procedimento é esperado em técnicas mais profundas, mas deve ser sempre acompanhado de orientação profissional adequada. “Vermelhidão, ardência e descamação fazem parte do processo de regeneração da pele em alguns tratamentos. O problema não está no procedimento em si, mas na indicação inadequada ou na expectativa irreal de resultados imediatos”, reforça.

Kamilla também chama atenção para a evolução da estética, que hoje oferece alternativas menos agressivas e igualmente eficazes, dependendo do caso. “Atualmente, contamos com abordagens que estimulam a regeneração da pele de forma mais gradual e segura, como bioestimuladores, microagulhamento e o uso dos regeneradores celulares. Nem sempre é necessário recorrer a procedimentos tão invasivos para alcançar bons resultados”, pontua.

O caso de Virginia evidencia uma tendência crescente nas redes sociais: a busca por tratamentos com resultados rápidos e visíveis. No entanto, especialistas alertam que a escolha do procedimento deve ir além do que está em alta.

Avaliação individual, acompanhamento profissional e planejamento são essenciais para garantir não apenas estética, mas saúde da pele a longo prazo.

Virginia Fonseca. Reprodução/Instagram.

Virginia Fonseca. Reprodução/Instagram.

Referências Bibliográficas

*Kamilla Coelho CRF: 17291-MG é farmacêutica bioquímica e esteta, com mestrado em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e especializações lato sensu em Estética e em Saúde Coletiva. Atua como farmacêutica há mais de 20 anos e possui sólida experiência acadêmica, com mais de 17 anos dedicados ao ensino. Já foi coordenadora do curso de Farmácia do UNICSUM e professora dos cursos superiores da área da saúde, foi também professora substituta da UFJF, além de lecionar em cursos técnicos da área. Ao longo da carreira, também atuou em drogarias, farmácias de manipulação e laboratórios de análises clínicas. Atualmente, dedica-se à área da estética, realizando procedimentos injetáveis faciais e corporais, aliando prática clínica e conhecimento científico, em Juiz de Fora/MG.