Comportamento

Prisão perpétua para Abimael Guzmán e outros nove líderes do Sendero Lumimoso

Prisão perpétua para Abimael Guzmán e outros nove líderes do Sendero Lumimoso

O líder do Sendero Luminoso, Abimael Guzmán, ri quando chega ao seu julgamento em Callao, nos arredores de Lima, em 28 de fevereiro de 2017

Um tribunal peruano impôs nesta terça-feira a pena de prisão perpétua a dez antigos dirigentes da guerrilha maoista Sendero Luminoso, entre eles seu líder histórico, Abimael Guzmán, que já está preso pelo resto da vida.

A sentença emitida nesta terça envolve o atentado com carro-bomba que matou 25 pessoas em Lima em 1992.

Os três juízes da Turma A da Sala Penal Nacional emitiram a sentença ao final de 20 meses de julgamento sobre o ataque na rua Tarata, no distrito limenho de Miraflores, em 16 de julho de 1992.

No total, doze membros do Sendero Luminoso eram julgados pelo ataque à rua Tarata, mas Elizabeth Cárdenas foi absolvida e Moisés Limaco está foragido.

Os três juízes absolveram todos os réus da acusação de “tráfico de drogas”, por falta de provas.

Entre os condenados está a mulher de Guzmán, Elena Yparraguirre, e os líderes do Sendero Osmán Morote e Margot Liendo, que no momento cumprem prisão domiciliar.

O julgamento foi realizado na base naval de Callao, porto da região de Lima, e Guzmán permaneceu cabisbaixo durante toda a audiência desta terça-feira.

O atentado com carro-bomba em Tarata chocou o Peru, pois foi o primeiro ataque do Sendero Luminoso contra um alvo civil em Lima.

A explosão deixou um cenário de terror, com 25 mortos e mais de 100 feridos.

Com a decisão, Guzmán, 83 anos, acumula sua segunda pena de prisão perpétua. A primeira cumpre desde 1992.