Prioridades: as deles e as nossas

Políticos têm uma habilidade ímpar em pintar todos os assuntos, decisões e discussões como se fossem sobre política, e mais especificamente sobre eles próprios, e convencer um grande número de pessoas disso. Mais do que isso, toda a classe política, unida em uníssono, consegue sempre colocar suas prioridades à frente das prioridades
de toda a população, começando pelo sem fim de privilégios a que só eles têm direito e passando pela manutenção destes privilégios, mesmo nos momentos mais duros para os outros brasileiros.


Por fim, os políticos fazem sempre com que os assuntos de seus interesses furem a fila das decisões que o País precisa tomar — e muitas vezes, são tomadas por eles mesmos. Assim, todas as decisões importantes no Congresso estão paralisadas há meses, primeiro em função das eleições municipais e, mais recentemente, pelas disputas pelas presidências e cargos-chave na Câmara dos Deputados e no Senado.

Pois bem, agora que os políticos já cuidaram da parte que lhes interessa, é hora de exigirmos que foquem no que importa para nós, a população, avançando imediatamente em projetos fundamentais para melhorar a vida dos brasileiros, a começar por:

— Reforma Administrativa – para eliminarmos privilégios e liberarmos recursos para programas de auxílio aos mais necessitados e para não termos de pagar ainda mais impostos;

— Independência do Banco Central – para reduzirmos a taxa de juros e o custo do dinheiro para todos os brasileiros;
— Privatizações – para pouparmos recursos públicos, abatermos a dívida pública, limitarmos a corrupção e melhorarmos a qualidade dos serviços para a população;

Pois bem, agora que os políticos já cuidaram da parte que lhes interessa, é hora de exigirmos que foquem no que importa para nós, a população

— Reforma Federativa – abolindo municípios que não se sustentam, liberando para Saúde, Educação e Segurança os recursos que hoje vão para prefeituras e câmaras de vereadores;

— Reforma Tributária – para simplificar nosso manicômio tributário, reduzindo custos administrativos e barateando produtos e serviços no país;

— Prisão de condenados em segunda instância – para reduzir a impunidade no país, que deve crescer após a extinção da força-tarefa da Lava-Jato, no Paraná;

— Reforma Política – começando pela extinção dos fundos partidário e eleitoral, redirecionando esses recursos para Saúde, Educação e Segurança;

— Reforma do Judiciário – acabando com a indicação política de juízes do STJ e STF.






Sobre o autor

Economista, apresentador do "Manhattan Connection" (Globo News) e presidente da Ricam Consultoria (www.ricamconsultoria.com.br)


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