Príncipe William pede mais ‘referências masculinas’ para normalizar a saúde mental

O príncipe William, herdeiro da coroa britânica, pediu nesta quarta-feira (18) que mais “referências masculinas” se envolvam em questões de saúde mental, para “normalizar” o tema, e confessou que ele próprio dedica tempo a “compreender” suas emoções.

“Precisamos de mais modelos masculinos que falem disso abertamente e que contribuam para desmistificar este assunto, para que se torne algo natural para todos nós”, defendeu o príncipe em um programa da BBC dedicado à saúde mental.

“Ninguém no mundo tem todas as ferramentas para enfrentar cada situação ou cada estado mental que possa surgir”, acrescentou, insistindo que “não há nada de errado em pedir apoio, procurar um amigo ou estender a mão”.

William, de 43 anos, e sua esposa Catherine, de 44, impulsionam essa causa há vários anos, durante muito tempo considerada um tabu no seio da família real.

Em outubro, lançaram uma fundação dedicada à prevenção do suicídio, à qual destinam um milhão de libras (7,11 milhões de reais).

Durante o programa, do qual também participou um painel de especialistas, o herdeiro da coroa britânica revelou que dedica “muito tempo a tentar compreender” suas emoções, já que “é um processo realmente importante, que convém fazer de vez em quando”.

Não fez referência ao câncer de seu pai, o rei Charles, nem ao de sua esposa. Ela anunciou em janeiro de 2025 que estava em remissão e, desde então, retomou seus compromissos oficiais. O monarca indicou em dezembro que seu tratamento havia sido reduzido.

O príncipe, cuja mãe, a princesa Diana, morreu em um acidente de carro em Paris quando ele tinha 15 anos, já havia confessado que 2024 foi “o ano mais difícil” de sua vida, devido aos dois diagnósticos.

Em outubro de 2025, William ocupou as manchetes após aparecer visivelmente emocionado diante de uma viúva que lamentava o suicídio do marido.

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