A semana

Príncipe Charles é acusado de vender títulos de nobreza

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CORRUPÇÃO? Charles com o bilionário saudita Mahfouz: comentários nada edificantes na mídia e na boca dos ingleses (Crédito: Divulgação)

Elá está novamente a família real britânica em meio a denúncias e comentários que ela gostaria de manter longe da mídia — mas que, como sempre acontece, os jornais ingleses acabam por descobrir. Michael Fawcett é um ex-funcionário da realeza (sempre tem um ex ou uma ex… não tem?) e seus préstimos tinham como destinatário direto o príncipe Charles. Ele, Fawcett, está sendo acusado de ter-se comprometido com o bilionário Mahfouz Marei Mubarak bin Mahfouz em ajudar-lhe a conseguir a cidadania britânica e o título nobiliárquico de cavaleiro. Mahfouz é um dos maiores doadores de dinheiro para a Prince’s Foudation, criada por Charles em meados da década de 1980.

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Mais: Mahfouz, conforme publicaram os jornais “The Mail on Sunday” e “The Sunday Times”, teria doado cerca de R$ 10 milhões para projetos de restaurações de propriedades particulares de Charles, dentre elas o Castelo de Mey e a mansão Dumfries House, ambas na Escócia — é nessa casa que há uma cachoeira, um jardim e um portal chamados Charles, algo meio pasteurizado e monótono, convenhamos, mas bem ao gosto da monótona e pasteurizada realeza. O periódico “The Mail on Sunday” exibiu um documento, supostamente assinado por Fawcett e tendo Mahfouz como destinatário, no qual o ex-funcionário assegura que o príncipe estaria disposto a elevar-lhe o título de comendador para o de cavaleiro, além de apoiar o seu pedido de cidadania britânica. O príncipe Charles nega que tenha orquestrado essa corrupção. Mas os ingleses já nem falam de outro assunto.

“Se os políticos se empenhassem em negociar honras, estariam em apuros. A mesma coisa deve valer para Charles”
Norman Baker, ex-parlamentar na Inglaterra

O muito esperto

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Michael Fawcett é apontado pela mídia como o ex-funcionário bem próximo de Charles. Ele intermediou e lucrou com a negociação que envolveria o príncipe?

TECNOLOGIA
Na China, adolescentes só podem jogar videogame três horas por semana

ONLINE A china é a maior indústria de games em todo o mundo: seiscentos e sessenta e cinco milhões de usuários (Crédito:GREG BAKER / AFP)

A China é a maior indústria de games em todo o mundo — mais de seiscentos e sessenta e cinco milhões de chineses estão, de alguma forma, conectados ao universo dos jogos. Mesmo assim, o governo chinês decretou que menores de idade não poderão jogar videogame além de três horas por semana. Mais: o game está liberado apenas às sextas-férias, aos sábados e domingos. Mais ainda: quem quiser se dedicar a tal entretenimento terá de escolher um horário entre oito horas da manhã e nove horas da noite. O governo poderá monitorar rostos de jogadores (e fiscalizá-los) pela webcam.

PANDEMIA
Falta tirar Bolsonaro de campo

QUARTETO Jogadores da Argentina saem do jogo contra o Brasil: espetáculo à parte da Anvisa (Crédito:Amanda Perobelli )

É claro que as normas sanitárias do Brasil têm de ser respeitadas. Erraram, portanto, os quatro jogadores da seleção argentina que, ao ingressarem no País, omitiram a informação de que haviam passado pela Inglaterra (são eles: Emiliano Matínez, Giovani Lo Ceslso, Cristian Romero e Emiliano Buendia). A Anvisa exige quarentena de quem venha do Reino Unido. Isso é uma coisa. Outra coisa é a Anvisa retirá-los de campo com o jogo começado (teve setenta e duas horas para fazer isso antes da partida). Foi puro espetáculo. E, se a questão é sanitária, cabe lembrar que o almirante da reserva que a preside já esteve, sem usar máscara, em manifestação com Jair Bolsonaro. Aliás, a Anvisa precisa retirar também Bolsonaro de campo por descumprimento de regras sanitárias.