Primeiro ele não desmentiu. Depois admitiu. Agora reconhece que se omitiu, mas não prevaricou

Primeiro ele não desmentiu. Depois admitiu. Agora reconhece que se omitiu, mas não prevaricou

Luis Miranda e Jair Bolsonaro

Esse arremedo de presidente da República não se enxerga mesmo, né? Acha que além dos 20% de bolsonáticos, todos os demais brasileiros são idiotas úteis. Pois engana-se! Além dos seus, apenas mais outros 20% são idiotas úteis. Refiro-me, é claro, aos devotos do lulopetismo.

O bilontra já havia admitido, de maneira, digamos, oblíqua, a conversa que teve com os irmãos Miranda, em que fora comunicado dos indícios de corrupção no Ministério da Saúde, relacionada à compra da vacina indiana Covaxin.


Como sabido, o amigão do Queiroz não só não fez nada a respeito, como ainda impediu a exoneração de um servidor acusado de pedir propina de 1 dólar por dose de vacina comprada da AstraZeneca.

Agora, diante da impossibilidade de desmentir os acusadores, já que a conversa, ao que tudo indica, foi gravada, o devoto da cloroquina, um verdadeiro ‘cagão’, já admite, inclusive, ter recebido a documentação que provaria a denúncia.

Além de se complicar mais ainda, o pai do senador das rachadinhas e da mansão de 6 milhões de reais atirou seu general-bibelô, Eduardo Pesadelo, ops!, Pazuello na fogueira, pois declarou ter-lhe repassado o papeluxo comprobatório.

PREVARIQUEI, MAS NÃO FUI EU

Como se tudo não bastasse, nesta segunda-feira (12/7), o maníaco do tratamento precoce declarou mais uma vez que ‘não consigo saber de tudo o que se passa nos ministérios’. E mais, ‘eu não prevariquei, pois não sou servidor público, sou o presidente’. Que fofo, né?

Beleza! Pode até ser que, juridicamente falando, o nome do que fez, ou melhor, do que não fez, não seja prevaricação. Mas omissão, meu chapa!, não dá para negar. Isso para deixar barato e não falarmos em cumplicidade mesmo; corrupção pura e simples.

O sociopata homicida que auxiliou com todo afinco o novo coronavírus a ceifar as vidas de mais de 530 mil brasileiros, vendia aos convertidos a imagem de homem probo, honesto, guerreiro contra a corrupção. Isso a despeito dos ‘micheques’, dos funcionários fantasmas, das rachadinhas, do Queiroz, dos panetones etc.

Agora, diante das denúncias e de sua inquestionável omissão – repito: senão cumplicidade -, ficará difícil até para os tais bolsominions continuarem com o apoio amplo, geral e irrestrito ao seu mito de cristal. Um mito falso. E… cagão!






Sobre o autor

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.


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