Edição nº2581 13/06 Ver edições anteriores

Prevenção e alerta contra a Aids

Uma boa notícia para o controle da Aids acaba de ser divulgada na África do Sul, onde se realiza a 21ª Conferência Internacional sobre a doença. O uso constante de um anel vaginal que libera a dapavirina – droga anti-HIV – reduziu em pelo menos 56% o risco de infecção pelo vírus.

O índice é estatisticamente significativo e entusiasma a comunidade médica. O HIV continua avançando entre mulheres de várias regiões do mundo, em especial na África, e o novo recurso aparece como uma das armas mais promissoras para impedir essa rota de crescimento.

O estudo da eficácia do anel vaginal vem sendo coordenado pelo Instituto Nacional de Doenças Alérgicas e Infecciosas dos Estados Unidos, instituição responsável por algumas das mais importantes pesquisas sobre a doença realizadas no mundo.

“Sabemos agora quanto o anel pode conferir de proteção”, disse Anthony Fauci, diretor do instituto. “Mas as ferramentas só funcionam se forem realmente utilizadas”, completou.

A mensagem de Fauci foi direta e oportuna. Na semana passada,a Organização das Nações Unidas divulgou um comunicado no qual alerta para o crescimento de novos casos da doença em diversos países, inclusive no Brasil. Aqui, passamos de 700 mil infectados em 2010 para 830 mil no ano passado.

Segundo a ONU, o Brasil sozinho responde por mais de 40% das novas infecções na América Latina.

Para os médicos que lidam diariamente com a doença, o panorama não surpreende. É difícil passar mais do que poucas semanas para que não vejam um caso novo.

Em geral, são jovens que não conheceram a face aterradora da doença, vista principalmente na década de 1980, quando os pacientes morriam sem que desse tempo de fazer qualquer coisa.

Hoje, com a instituição das drogas que permitiram que a Aids se tornasse uma doença crônica, é como se o HIV não assustasse mais.

É um engano terrível. Os remédios permitem sim vida mais longa aos doentes, mas também causam diversos efeitos colaterais.

Além disso, o afrouxamento na prevenção pode levar ao recrudescimento de uma epidemia que, esperava-se, estivesse controlada em 2030.


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