Preso de Guantánamo relata tortura em prisão secreta da CIA

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Majid Khan tem 41 anos e é um saudita que cresceu no Paquistão. Ele estudou durante o ensino médio em Baltimore, nos Estados Unidos, e se tornou um mensageiro da al-Qaeda. Na última quinta-feira (28), ele virou o primeiro ex-prisioneiro dos centros de detenção secretos da CIA a descrever abertamente as violentas e cruéis “técnicas de interrogatório aprimoradas”.

De acordo com reportagem do O Globo, as torturas eram feitas por agentes para extrair informações e confissões de suspeitos de terrorismo. Khan compareceu a um tribunal aberto e relatou, pela primeira vez, sobre as torturas a um júri militar.

Durante seu depoimento, ele falou sobre detalhes de afogamentos, alimentações forçadas e outros abusos físicos e sexuais que sofreu durante o período que ficou de detenção entre 2003 e 2006 na rede de prisões no exterior da CIA.

Por mais de duas horas, ele contou sobre momentos humilhantes de nudez com apenas um capuz na cabeça. Enquanto isso, ele afirmou que seus braços estavam acorrentados de maneira que o impossibilitava de dormir. Além disso, ele disse que foi intencionalmente quase afogado em banheiras com água gelada.