O presidente turco Recep Tayyip Erdogan denunciou nesta quinta-feira (24) “um golpe à paz e à estabilidade regionais” após a invasão da Ucrânia por parte do exército russo.
“Rejeitamos esta operação inaceitável”, disse o chefe de Estado turco em um discurso televisionado na sede da presidência, renovando seus apelos para resolver os problemas “por meio do diálogo”.
Turquia, membro da Otan, é um aliado próximo da Ucrânia, mas também está vinculada a Moscou por inúmeros acordos comerciais.
Erdogan “renovou seus apelos pra resolver os problemas mediante o diálogo, no marco dos acordos de Minsk” assinados em 2014 e 2015.
También disse que conversou com o presidente ucraniano Volodimir Zelenski hoje pela manhã e “reiterou o apoio da Turquia à luta da Ucrânia para proteger sua integridade territorial”.
No dia anterior ele conversou, também por telefone, com o presidente russo Vladimir Putin.
“Lamentamos muito ver como Rússia e Ucrânia se enfrentam, com quem temos estreitas relações políticas, econômicas e sociais”, disse Erdogan.
“Faremos o que for preciso fazer para proteger a segurança de todos os que vivem na Ucrânia e de nossos irmãos tártaros”, afirmou, em referência à minoria de língua turca da Crimeia.
Turquia, que compartilha o Mar Negro com a Rússia e Ucrânia, espera manter relações com os dois países.
O país é próximo do governo de Kiev, a quem vendeu drones militares, mas também depende em grande medida de Moscou para o fornecimento de energia e cereais e comprou um sistema russo de defesa antimísseis S-400.