Edição nº2530 15/06 Ver edições anteriores

Presidente presidiário

Saiu mais uma pesquisa para a eleição do nosso próximo Presidente.

Se Lula conseguir o feito de concorrer, ganha até do Justin Bieber.

Não tem para ninguém.

Alckmin, coitado, dá até pena.

Na pesquisa, aparece com menos votos do que o Nulo.

Esse Nulo não conheço, mas deve ter feito mais por São Paulo do que o Alckmin.

Lula tem quase o dobro da intenção de votos em Bolsonaro.

Eu sei.

Você vai dizer que é muito cedo, que a corrida ainda nem começou, que pesquisas não significam nada, que vai ser impossível Lula concorrer ou que Bolsonaro não sobrevive aos debates.

Tudo isso é possível.

Só que pesquisas são tão válidas quanto o seu e o meu achismo, e pesquisas são o que temos para o momento, senão vou ter que escrever receita de bolo.

Então, vamos imaginar que Lula consiga, por uma dessas tecnicalidades que só existem na Justiça brasileira, concorrer.
Um embargo liminárico adstringente qualquer.

Pimba!

Lula sai candidato.

Vai ser divertido, isso temos que concordar.

Imagina ele debatendo por telão, atrás das grades.

A certa altura, o debate será interrompido porque precisa tomar banho de sol.

Absurdo por quê?

Você ainda acredita em absurdo neste país?

Aqui pode tudo, meu amigo.

Estamos a poucos meses de ter (mesmo que numa possibilidade remota) o primeiro Presidente Presidiário da História.

Absurdo é a que ponto chegamos, isso sim.

Se eu fosse Lula, colocaria a faixa presidencial sobre o uniforme de preso.

Não esses uniformes discretos.

Aquele icônico, zebrado.

Sairia na capa de todos os jornais do mundo o coitado-preso-político-que-sofreu-um-golpe-e-mesmo-assim-ganhou-a-eleição.

Seus asseclas, Narizinho e Mogli, o menino bobo, estarão ao seu lado, vestindo as mesmas roupas, em solidariedade.

Ou porque estarão presos também.

Qualquer semelhança com os Irmãos Metralha não é mera coincidência.

Narizinho será a Ministra da Semnocisse. Mogli, o Ministro da Bobagem.

E mais.

Se eu fosse o Lula, uma vez eleito, transferiria o Distrito Federal para Curitiba e comandaria o país de dentro da suíte, digo, cela em que está confinado.

Não só não é impossível, como nem mesmo seria inédito.

O PCC e o Comando Vermelho também são comandados de dentro da prisão e têm dado muito certo.

Mandam roubar e matar sem nenhuma dificuldade.

É certo que essa minha sugestão vai criar certos problemas diplomáticos.

Chefes de Estado terão que visitá-lo na cadeia; então, precisarão coordenar as viagens para os dias de visita.

Terão que passar por constrangedoras revistas.

Mas tudo isso servirá para reforçar, ainda mais, a ideia de que Lula é mesmo um mártir, que é o que todos os petistas desejam.

No xilindró, Lula poderá finalmente se vingar de todos que o perseguiram.

Mandará Sergio Moro trabalhar num juizado de pequenas causas, no meio da Floresta Amazônica.

Os canalhas do Ministério Público serão alocados nas escolas para ajudar crianças a atravessarem a rua.

Em quatro anos governando da cadeia, sua reeleição estará garantida, porque brasileiro sempre torce pelos sofredores.

Nesse cenário, o fato de ter sido condenado e preso, ao invés de um castigo, será uma dádiva.

O Brasil, mais uma vez, vai ocupar as manchetes de todos os jornais do mundo, enchendo a gente de orgulho.

Decidido.

Se o Lula prometer que governa de dentro da cela, terá meu voto.

Convenhamos. De tudo que tem por aí, essa definitivamente será a opção mais divertida.

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Mentor Neto

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