Brasil

‘Presidente precisa entrar na história do transporte público’, diz prefeito eleito de Porto Alegre

Crédito: IstoÉ

O prefeito eleito de Porto Alegre, Sebastião Melo (PMDB), participou de mais uma live realizada pela revista IstoÉ, na tarde da sexta-feira, 11. Vereador na capital gaúcha por três vezes, ele foi vice-prefeito, deputado estadual e agora vai suceder Nelson Marchezan Júnior, do PSDB, na prefeitura. Na corrida eleitoral, ele derrotou, no segundo turno, Manuela d’Ávila, do PC do B,  com 54,6% dos votos. 

Na live com o diretor de redação da revista, Germano Oliveira, Melo relembrou a campanha, fez duras críticas aos erros das pesquisas eleitorais. “As pesquisas são questões muito sérias. O Ibope, que já não tinha muita credibilidade, piorou”, avalia. Além disso, falou sobre os desafios e projetos de sua gestão no município 

Sebastião Melo conta que já começou a transição de governo e que tem se reunido com vários setores da sociedade, da cadeia produtiva, dos detentores de concessões públicas e com o segmento da medicina. 

Para ele, o maior desafio da sua futura gestão é equacionar os problemas relacionados ao transporte público, que está colapsado no Brasil inteiro. “No setor de transporte público, é passageiro pobre sustentando pobre.” Ele diz que não pode prometer a redução das passagens, mas que vai  discutir a repactuação de contratos. 

Disse mais. Mello quer convocar os prefeitos do Brasil para debater o tema, que para ele é um dos mais graves do país. “Esse sistema não dá mais. Temos que acampar em Brasília e exigir que o presidente entre nessa história do transporte público.”


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O prefeito eleito comentou que vai adotar, já de largada, em sua gestão, um pacote de medidas para reestruturar a área administrativa da prefeitura, mas que isso não implica em demissão de funcionários, mas de reorganização geral. 

“Cancelar o aumento do IPTU, parcelar tributos e oferecer microcrédito aos pequenos negócios, como forma de ajudar a saúde financeira de pessoas e empresas.” Ao fim, a ideia do prefeito é fazer um rearranjo que não aumentará despesas, mas que crie alternativas para melhorar a estrutura da cidade. “Com a pandemia, a roda da economia não rodou.”

Ainda no campo econômico, o próximo prefeito de Porto Alegre disse que a cidade não precisará adotar um lockdown, como enfrentamento à pandemia do coronavírus. Apesar disso, ele reconhece que a situação da crise sanitária é preocupante e que não existe um modelo  único no mundo exitoso no combate à crise sanitária do coronavírus. “Estou muito convencido que a cidade não pode fechar. A cidade precisa tocar o seu dia a dia, com os protocolos de saúde necessários, mas a cidade precisa funcionar.”

“A economia só vai girar quando as pessoas saírem de casa. Imunizado, o povo volta ao normal”, afirma. “Temos que dar uma equilibrada entre a economia e a saúde, entre a saúde e a economia.”

Ele entende e defende a união nacional em defesa da imunização. Contra a politização da vacina, Melo avalia que não se deve ter uma disputa política em torno da vacina e que, se o presidente da República não comprar, será preciso criar consórcios municipais para aquisição dos produtos. “Tem que ter uma grande aliança no Brasil pela vacina”, diz.

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