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Presidente paraguaio confirma ministro de Saúde, apesar de denúncias de corrupção

Presidente paraguaio confirma ministro de Saúde, apesar de denúncias de corrupção

O presidente paraguaio confirma Ministro de Saúde - AFP

O presidente paraguaio Mario Abdo confirmou nesta quarta-feira (15) seu ministro da Saúde, Julio Mazzoleni, sob acusações de corrupção da oposição e pressão para reabrir as fronteiras com a Argentina e o Brasil encerrados pela pandemia.

“Mazzoleni continuará no cargo. Ele está fazendo um ótimo trabalho. Seria injusto afastá-lo”, disse o chefe de Estado em entrevista coletiva.

Abdo disse que os atos de corrupção denunciados pela oposição em relação às compras de insumos hospitalares para enfrentar o coronavírus devem ser investigados pelo sistema judicial.

“Garantimos que todos os processos sejam transparentes”, enfatizou.

“O mundo parabeniza o Paraguai hoje. Estamos salvando muitas pessoas, e grande parte disso se deve às decisões tomadas pelo ministro Mazzoleni”, afirmou.

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Na terça-feira, o Paraguai registrou 3.074 casos de COVID-19 desde que o primeiro contágio apareceu em 7 de março. O número total de mortes chegou a 25, um dos mais baixos do continente.

Em fevereiro, foi proibida a entrada de cidadãos chineses ou estrangeiros provenientes do país asiático. As aulas foram suspensas em 11 de março, os voos internacionais de passageiros foram proibidos em 18 de março e as fronteiras fechadas no dia 24 do mesmo mês.

-Protestos pela reabertura das fronteiras-

Os reflexos das restrições na economia motivaram protestos de rua que se multiplicaram nesta semana na capital. Regiões vizinhas ao Brasil e Argentina pedem a reabertura das fronteiras.

Comerciantes ergueram barricadas improvisadas na fronteira seca entre Pedro Juan Caballero e Ponta Porã (Brasil), onde entraram em conflito com policiais militares que os dispersaram.

“Exigimos medidas rápidas, ousadas e eficazes para sobreviver”, disse um porta-voz dos comerciantes.

“Queremos entregar nossos produtos,com todas as medidas de segurança, a compradores que moram do outro lado da fronteira”, disse Victor Barreto, presidente da Câmara de Comércio.

Em Ciudad del Este, na fronteira com Foz de Iguaçú (Brasil), os comerciantes fecharam por várias horas a Ponte da Amizade, que liga as duas cidades sobre o rio Paraná. Os manifestantes queimaram bonecos de pano com a figura do presidente Abdo “em repúdio ao desgoverno e à corrupção”.

O Paraguai iniciará na segunda-feira a fase 4 da flexibilização de sua quarentena. A etapa vai permitir a reabertura de bares, restaurantes, eventos, hospedagens em geral, entre outras atividades.

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