A polêmica decisão da arbitragem no clássico entre Palmeiras e São Paulo continua gerando debates no cenário esportivo. O lance central envolveu um suposto toque de mão do zagueiro Gustavo Gómez após disputa com Lucas Moura, que a árbitra Daiane Muniz optou por não assinalar.
Nesta segunda-feira, 2, o caso ganhou um novo capítulo com o posicionamento da Federação Paulista de Futebol. Segundo o jornalista André Hernan, da ESPN, o presidente Reinaldo Carneiro Bastos manifestou apoio à decisão de campo, tratando o lance como interpretativo.
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O momento crucial ocorreu quando o Palmeiras vencia por 1 a 0. Pouco após a não marcação da infração, o Alviverde ampliou a vantagem. O São Paulo ainda descontou com um gol de pênalti de Calleri, mas o resultado final favoreceu a equipe mandante.
A falta de um critério uniforme sobre a regra de “mão na bola” é um tema recorrente e motivo de críticas no futebol brasileiro. Essa subjetividade potencializa a insatisfação de dirigentes e torcedores em lances que definem o rumo de competições importantes.
Logo após o apito final, o executivo de futebol do São Paulo, Rui Costa, expressou forte indignação em entrevista coletiva. Para o dirigente, houve uma falha grave na comunicação, pois o VAR deveria ter recomendado a revisão obrigatória no monitor de campo.
Costa enfatizou que a tecnologia existe justamente para dirimir dúvidas em lances capitais. Segundo ele, independentemente da quantidade de repetições da imagem, a penalidade ficaria clara, tornando a ausência de revisão um erro injustificável diante da evolução do esporte.
Com a vitória consolidada, o Palmeiras assegurou sua vaga na grande final do campeonato. O cronograma decisivo já está definido para a próxima quarta-feira, dia 4, e o domingo subsequente, dia 8 de março.
O adversário na disputa pelo título será o Novorizontino, que chega à decisão com o moral elevado após eliminar o Corinthians. Enquanto o Alviverde foca na busca pelo troféu, o Tricolor deve buscar esclarecimentos formais junto à comissão de arbitragem.