CIDADE DA GUATEMALA, 13 SET (ANSA) – O presidente eleito da Guatemala, Bernardo Arévalo, anunciou nesta terça-feira (12) em coletiva de imprensa que suspendeu sua participação no processo de transição com o atual presidente, Alejandro Giammattei.
A medida é um protesto após a decisão do Ministério Público de fazer buscas na sede do Tribunal Superior Eleitoral em busca de provas de supostas fraudes nas recentes eleições gerais.
Arévalo acusou o setor da justiça de “querer levar a cabo um golpe de Estado” contra ele.
O presidente eleito também pediu as demissões imediatas da procuradora-geral Consuelo Porras, do investigador Rafael Curruchiche e do juiz Fredy Orellana, que seriam os autores da tentativa de golpe.
Nas buscas nos escritórios do TSE foram abertas várias caixas contendo fichas eleitorais, um gesto que para os especialistas da Fundação para o Desenvolvimento da Guatemala (Fundesa) representa uma grave violação da lei.
Arévalo derrotou nas urnas, no último dia 20 de agosto, a candidata conservadora Sandra Torres, que não reconheceu a derrota e pediu que a justiça verificasse fraudes.
Ele deve assumir o cargo em 14 de janeiro de 2024. (ANSA).