O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que o governo Lula (PT) tem sido hábil para enfrentar uma “crise econômica que só se assemelha a 1929”. A declaração foi dada nesta segunda-feira, 9, em evento do grupo Lide, do ex-governador João Doria, em São Paulo.
“Gostem mais ou gostem menos do Lula, isso é inegável”, disse o ex-prefeito de Araraquara, citando o recorde registrado no início de fevereiro pela bolsa brasileira e o menor índice de desemprego já registrado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
“Nós recuperamos a renda dos brasileiros e, ainda assim, voltamos ao patamar de 2010”, afirmou o petista, responsabilizando o cenário global pelo retrocesso — no período, o Brasil passou pelos governos Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), antes do retorno de Lula.
Em seu diagnóstico, a crise global “derrotou a globalização”, fortaleceu o discurso nacionalista e enfraqueceu a democracia representativa. “A sociedade vota, vota e a vida não melhora, em razão da estagnação econômica”, concluiu.
Polarização torna Brasil ‘estádio de futebol’
Para o presidente do PT, a polarização política faz com que, independentemente do cenário econômico, o Brasil se assemelhe a um “estádio de futebol” em “disputa entre duas torcidas” — as de Lula e Bolsonaro, na interpretação mais clara.
Na avaliação do dirigente, o país deve ter “maturidade política” para “construir consensos”, em especial em agendas como a exploração das terras raras, a reindustrialização e a segurança pública. “O mundo está fazendo esse debate. Como o Brasil não está?”, questionou.
O ex-prefeito de Araraquara foi cobrado publicamente por Lula na semana passada. Em evento do PT, o presidente afirmou que o partido “não está com essa bola toda” e responsabilizou Edinho pela construção de alianças estaduais competitivas na “guerra” das eleições de outubro.
O palanque de Lula segue indefinido em estados prioritários, como São Paulo e Minas Gerais, os mais populosos do País e cruciais para a vitória apertada do mandatário contra Bolsonaro em 2022.