Presidente do PSDB rebate Haddad e diz que oposição ao PT é ‘essência’ do partido

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Marconi Perillo Foto: Divulgação/PSDB
O presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, rebateu o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e afirmou que fazer oposição ao presidente Lula e seu partido é um “compromisso histórico” dos tucanos.
Na quarta-feira, 27, em entrevista ao portal UOL, Haddad disse que a “parte boa do PSDB, que sobreviveu, está apoiando o presidente”.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad

A ‘parte boa’

Um dos fundadores da legenda e rival de Lula nas eleições de 2006, o vice-presidente Geraldo Alckmin se desfiliou rumo ao PSB para compor a chapa petista em 2022. Na mesma eleição, o presidente teve o apoio de tucanos históricos, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-ministro Aloysio Nunes, contra Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno. A adesão de antigos opositores, inclusive, sustentou o que o PT chamou de “frente ampla” na disputa.
Para Perillo, a avaliação do ministro não procede. “O PSDB sempre foi a favor do rigor e da transparência nas contas públicas, por isso criou o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei de Acesso à Informação. O PT votou contra o Plano Real e defende o controle dos meios de comunicação”.
O partido se opõe “a todo e qualquer tipo de radicalismo, seja de esquerda, direita ou qualquer linha política”. “A oposição ao lulopetismo é nosso compromisso histórico, está em nossa essência, faz parte de nosso DNA”, concluiu o dirigente.
Desde o retorno de Lula ao Palácio do Planalto, o PSDB se opõe à gestão federal. Esse movimento gerou, por exemplo, a desfiliação da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, rumo ao PSD — a debandada do partido, que parece não ter fim, incluiu ainda os governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (para o PSD) e do Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (para o PP).

Perillo de olho em 2026

Governador de Goiás por quatro mandatos, o político registrou 22% das intenções de voto para retornar ao cargo na edição mais recente da pesquisa Genial/Quaest, em empate técnico com o vice-governador Daniel Vilela (MDB), que liderou com 26%.
O levantamento foi feito com entrevistas presenciais e tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos.