O presidente iraniano, Hassan Rohani, pediu nesta quarta-feira (11) que se aproveite “qualquer oportunidade” que possa levar a uma suspensão das sanções americanas contra seu país.
“Nosso objetivo é romper a pressão das sanções que oprimem nosso povo. Sempre que uma ocasião favorável se apresentar, agiremos de forma responsável. Ninguém deve deixar escapar a menor oportunidade”, declarou Rohani no Conselho de Ministros.
“A segurança nacional e o interesse supremo da nação não são questões partidárias”, acrescentou.
Desde o anúncio da vitória de Joe Biden na eleição presidencial dos Estados Unidos sobre Donald Trump, a aliança de reformistas e moderados que apoia Rohani ficou na mira dos conservadores, que a acusam de querer se apressar para restabelecer o diálogo com Washington.
Inimigos há mais de 40 anos, a República Islâmica e os Estados Unidos estiveram duas vezes à beira da guerra desde junho de 2019, em um contexto de tensões em torno do acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano firmado em 2015, em Viena.
O presidente em final de mandato, Donald Trump, denunciou esse pacto em maio de 2018 e lançou uma campanha de “pressão máxima” contra Teerã, com sanções que mergulharam o Irã em uma profunda recessão.
Em resposta, Teerã deixou de cumprir a maioria dos seus compromissos firmados no pacto de Viena, o qual os demais Estados signatários (Alemanha, China, França, Reino Unido, Rússia e Irã) estão empenhados em salvar, apesar de tudo.
Desde o anúncio da vitória eleitoral de Joe Biden em 3 de novembro, a República Islâmica reiterou várias vezes, esta semana, que espera que o próximo governo americano traga “mudanças importantes”.
Biden prometeu uma “mudança de rumo” em relação ao Irã e afirmou sua vontade de reintegrar os Estados Unidos ao acordo de Viena – desde que Teerã volte a cumprir “rigorosamente seus compromissos”.
O governo iraniano repete, porém, que, em primeiro lugar, os Estados Unidos devem suspender o arsenal de sanções imposto pelo governo Trump ao país.