Presidente iraniano vê primeiros passos para diálogo e busca encerrar guerra

Masoud Pezeshkian afirma que o Irã está comprometido com a paz duradoura na região, mas ressalta que o país não hesitará em defender sua soberania

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Masoud Pezeshkian, presidente do Irã Foto: AFP/Arquivos

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta sexta-feira, 6, que alguns países começaram a se mobilizar para tentar mediar e pôr fim à guerra com Estados Unidos e Israel, mas advertiu que esses esforços devem se dirigir a quem iniciou as hostilidades.

“Alguns países começaram a tentar exercer uma mediação. Sejamos claros: estamos comprometidos com uma paz duradoura na região, mas não hesitaremos em defender a dignidade e a soberania de nossa nação”, disse Pezeshkian na rede social X.

“A mediação deve se dirigir a quem subestimou o povo do Irã e iniciou este conflito”, acrescentou.

O conflito entre EUA, Israel e Irã

Na quarta-feira, 4, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, disse em coletiva de imprensa que o país “está batendo no Irã enquanto eles estão caídos, como deveria ser”.

“Esta não é uma guerra justa, e nem era para ser. Estamos batendo neles enquanto eles estão caídos, exatamente como deveria ser. (…) A Força Aérea do Irã não existe mais. A Marinha deles descansa no fundo do Golfo Pérsico. (…) Eles estão acabados e sabem disso”, afirmou o secretário.

De acordo com o governo Donald Trump, os EUA já atingiram mais de dois mil alvos no território iraniano, afundou mais de 20 navios da Marinha iraniana, e neutralizaram a presença naval na costa do país do Oriente Médio.

Além dos EUA, forças israelenses também têm realizado bombardeios volumosos e diários contra o Irã, inclusive contra a capital Teerã.

De acordo com Hegseth, a quantidade de armamentos disparados contra o Irã já é o dobro do utilizado contra o Iraque na guerra de 2003. “Vamos continuar atacando o Irã até decidirmos que está bom, e o regime iraniano não poderá fazer nada sobre isso”.

“Nossos jatos e bombardeiros poderão voar o dia e a noite inteiros bombardeando os mísseis, a indústria militar e os líderes iranianos. (…) Os líderes iranianos e a Guarda Revolucionária vão olhar para os céus e ver apenas a nossa força militar todo dia, até decidirmos que acabou”, completou.