O presidente do complexo de Versalhes foi nomeado, nesta quarta-feira (25), como diretor do Museu do Louvre em Paris, após a demissão de Laurence des Cars, quatro meses após o roubo de várias joias na instituição.
O museu mais visitado do mundo está no olho do furacão desde o roubo, em outubro, de várias joias da Coroa avaliadas em mais de 100 milhões de dólares.
Embora em um primeiro momento a demissão de Des Cars tenha sido rejeitada, o presidente francês, Emmanuel Macron, acabou por aceitá-la na terça-feira para dar “calma” e um “novo impulso forte” à instituição, informou seu gabinete.
O até agora diretor do Palácio de Versalhes, Christophe Leribault, de 62 anos, vai liderar a nova etapa à frente do Louvre, anunciou a porta-voz do governo, Maud Bregeon.
Ele terá a missão de “garantir a segurança, modernizar e levar a bom termo” o ambicioso plano de renovação do museu “Louvre-Nouvelle Renaissance” (Louvre-Nova Renascença), acrescentou.
Na terça-feira, Des Cars apresentou sua demissão a Macron. Ela disse ao jornal Le Figaro que “já não existiam condições para avançar”.
O Louvre é alvo de grande polêmica desde 19 de outubro, quando aconteceu o roubo das joias, assim como por problemas estruturais, greves de funcionários e casos de fraude nos ingressos de entrada.
Embora sua agora ex-presidente tivesse alertado desde o início de 2025 sobre o estado do museu, que abriga obras-primas como a “Mona Lisa” e a “Vênus de Milo”, o ‘modus operandi’ do roubo aumentou a pressão sobre ela.
Os ladrões invadiram o museu em plena luz do dia com a ajuda de um elevador de carga e fugiram em menos de oito minutos com o material roubado, que ainda não foi localizado.
Vários suspeitos foram detidos. O Louvre também precisou fechar uma galeria em novembro devido à deterioração do edifício e sofreu um vazamento de água que danificou centenas de obras da biblioteca de antiguidades egípcias.
Leribault, historiador de arte e conservador-geral do patrimônio, presidia o complexo do Palácio de Versalhes desde fevereiro de 2024. Antes do complexo, ele dirigiu os museus parisienses de Orsay e da Orangerie.
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