Esportes

Presidente do COI faz ameaças à Itália por nova lei do esporte

ROMA, 27 SET (ANSA) – O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, afirmou neste domingo (27) estar “preocupado” com uma nova lei do esporte em discussão na Itália e disse que isso poderia afetar os atletas do país nas Olimpíadas de Tóquio de 2021 e a realização dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 de Milão-Cortina.   

“Estamos muito preocupados com a situação e o funcionamento do Coni [Comitê Olímpico Nacional Italiano]. E essa preocupação está crescendo. Escrevemos uma carta ao ministro do Esporte, Vincenzo Spadafora, representando a séria preocupação porque vemos que com essa lei, o Coni não ficará conforme à Carta Olímpica”, disse Bach durante uma coletiva de imprensa do Mundial de Ciclismo em Ímola.   

Para o líder do órgão, há um “risco sobre a preparação dos atletas olímpicos da Itália para os Jogos de Tóquio e isso pode significar menos medalhas” e que, se aprovada, “ficaremos muito preocupados com a preparação e a organização das Olimpíadas de Inverno de 2026”.   

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“Eu entendo que o Coni está buscando outra solução para conseguir satisfazer os requisitos mínimos para estar de acordo com a Carta Olímpica e satisfazer plenamente o acordo assinado sobre a Carta Olímpica. Esperamos que uma solução seja atingida muito rapidamente porque Tóquio não espera e Milão-Cortina não esperam”, alertou.   

A principal crítica de Bach é sobre a liberdade de trabalho do secretário-geral da entidade máxima olímpica italiana, destacando que o representante “deve ter pleno controle de suas funções”. “Mas, agora, o secretário-geral se submete à instrução externa ao Coni”, pontuou referindo-se à relação da entidade olímpica com os Ministérios do Esporte e da Saúde.   

Bach ainda reclamou que Spadafora não respondeu à carta enviada para o COI e que não há nenhum encontro agendado com o político.   

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Pouco depois da coletiva do presidente do COI, o ministro italiano respondeu às ameaças e ironizou dizendo que, para ele, “Bach age de modo incomum e pouco institucional falando de um rascunho de lei que, francamente, não consigo acreditar que ele tenha lido pessoalmente”.   

“Se ele tiver realmente feito isso, que indique com clareza absoluta em quais pontos o rascunho não respeita a Carta Olímpica ou ainda evite de colocar o COI em um debate pouco construtivo para uma instituição tão importante”, acrescentou.   

Spadafora continuou com as críticas ao líder e disse que o Ministério respondeu sim a carta enviada pelo COI.   

“O texto único, como pontualmente escrito na carta que foi enviada ao COI nas últimas semanas, enfrenta e resolve positivamente, inclusive, algumas das questões levantadas por Bach. É ridículo dizer que a reforma pode refletir na preparação dos atletas italianos e sobre as possibilidades deles de vencerem em Tóquio – uma frase que ofende a Itália e seus grandes atletas. Pedirei que Bach se explique sobre essas palavras e por todas as suas declarações em uma carta que enviarei ao COI amanhã mesmo”, criticou o ministro.   

Spadafora ainda disse querer “tranquilizar” sobre as preparações para os Jogos de 2026 que seguem de maneira planejada.   

O ministro ainda ironizou que Bach não se manifestou, em nenhum momento, sobre a situação no Comitê Olímpico de Belarus, país que vive uma grande crise política desde agosto após a quinta reeleição do presidente Aleksandr Lukashenko – fato não reconhecido pela União Europeia.   

“Se para Bach a autonomia do Comitê de Belarus nem está em discussão, muito menos isso deveria estar para a Itália”, concluiu.   

Entre os principais pontos da nova legislação, está o limite de reeleição dos presidentes do Coni bem como de Federações e Confederações de todas as categorias de esporte italianas. No entanto, alguns dirigentes já se manifestaram contrários à medida porque ela “delegaria” funções “excessivas” ao Ministério do Esporte. (ANSA).   

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