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Presidente do Benin, Patrice Talon, é reeleito com 86% dos votos

Presidente do Benin, Patrice Talon, é reeleito com 86% dos votos

O presidente do Benin, Patrice Talon, conversou com a imprensa após votar na seção de Zongo Ehuzu, em Cotonou, durante as eleições presidenciais do Benin em 11 de abril de 2021 - AFP


O presidente do Benin, Patrice Talon, foi reeleito sem surpresas, com 86% dos votos, segundo resultados provisórios anunciados nesta terça-feira (13) pela Comissão Eleitoral, em uma votação na qual o chefe de Estado enfrentou dois candidatos quase desconhecidos.

“A dupla Patrice Talon e Mariam Talata (sua vice-presidente) obteve a maioria dos votos no primeiro turno”, declarou Geneviève Boko Nadjo, vice-presidente da Comissão Eleitoral Nacional Autônoma (CENA).

A CENA também informou que a taxa de participação foi de 50,17%.

Os observadores da CEDEAO (Comunidade Econômica de Estados do Oeste da África) informaram, por sua vez, ter constatado “uma baixa taxa de participação dos eleitores”, seguida “de um leve aumento”.

Os observadores da Organização Internacional da Francofonia (OIF) destacaram uma “mobilização dos eleitores relativamente baixa”.


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A Corte Constitucional terá que verificar as cifras nos próximos dias e divulgará os resultados definitivos do pleito.

Os beninenses votaram no domingo após uma campanha nada entusiasmada marcada pela violência no centro do país, onde manifestantes protestaram contra comícios realizados pelo chefe de Estado em fim de mandato.

A reeleição deste ex-magnata do petróleo que chegou ao poder em 2016 e que governa com mão de ferro não parecia ameaçada.

Seus adversários eram dois candidatos pouco conhecidos, os ex-parlamentares Alassane Soumanou e Corentin Kohoué.

Muito elogiado por sua vitalidade democrática, este país africano viveu uma campanha sem emoção no sul, enquanto houve violência no norte.

No Benin, 38% da população vive abaixo da linha da pobreza e o desemprego juvenil está disparando.

Para os próximos cinco anos, o presidente, que estava convencido de conseguir uma “vitória por nocaute” nas eleições, prometeu continuar com o “desenvolvimento”, de acordo com seu slogan de campanha.

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