Presidente de Cuba confirma diálogo com EUA para solucionar ‘divergências’

HAVANA, 13 MAR (ANSA) – O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, confirmou nesta sexta-feira (13) que funcionários de seu governo se reuniram, recentemente, com representantes dos Estados Unidos para resolver as divergências bilaterais entre os países.   

Ele destacou que o encontro teve como objetivo “identificar áreas de cooperação que contribuam para a segurança e a paz em ambas as nações e em todo o continente”.   

Segundo a imprensa local, as discussões foram conduzidas sob a supervisão do ex-chefe de Estado e “líder histórico da Revolução Cubana”, Raúl Castro, além do próprio Díaz-Canel.   

O atual líder de Havana também anunciou uma possível visita do FBI na ilha, de modo a colaborar nas investigações do incidente envolvendo a invasão de uma embarcação americana em águas cubanas, em fevereiro, que culminou na morte de cinco pessoas.   

Díaz-Canel frisou que Washington foi informado dos fatos e manifestou interesse em participar das investigações. Cuba alega que o barco avançou de forma ilegal em seu litoral, transportando dez passageiros armados, todos cubanos residentes nos EUA. Por esse motivo, o incidente foi classificado por Havana como uma “infiltração para fins terroristas”.   

Também nesta sexta, o diretor da sala de imprensa do Vaticano, Matteo Bruni, anunciou a libertação de 51 detentos no país caribenho, tendo em vista a Semana Santa.   

“Houve discussões recentes sobre a libertação de alguns presos”, declarou Bruni, após o papa Leão XIV ter recebido, em 28 de fevereiro, em audiência privada, o enviado especial de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla.   

O governo da ilha confirmou o “gesto de boa vontade do Estado cubano nas relações com o Vaticano”.   

“Os detentos beneficiados já descontaram uma parte significativa da pena e mantiveram bom comportamento durante o período de encarceramento”, explicou a administração cubana em nota. (ANSA).