O presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, iniciou nesta quarta-feira (25) sua primeira visita oficial à Coreia do Norte, país com o qual compartilha a proximidade com a Rússia e as denúncias de violações dos direitos humanos.
A agência estatal de notícias bielorrussa Belta informou que a viagem de dois dias permitirá aprofundar os vínculos e “identificar áreas importantes de interesse mútuo e projetos promissores”.
Os dois países prestaram assistência à Rússia em sua guerra na Ucrânia. Pyongyang enviou soldados e armas, enquanto Minsk serviu como plataforma para o início da invasão.
O líder norte-coreano Kim Jong Un se encontrou em setembro com Lukashenko em Pequim, quando os dois acompanharam um desfile militar na Praça Tiananmen (Paz Celestial).
A visita de quarta e quinta-feira pretende “demonstrar solidariedade” entre países que se opõem à ordem ocidental, comentou à AFP Lee Ho-ryung, do Instituto Coreano de Análise de Defesa.
“Kim tentará usar a visita para elevar seu perfil diplomático e fortalecer a solidariedade dentro do chamado bloco anti-Ocidente”, afirmou a analista.
Kim afirmou a Lukashenko, em uma carta enviada há algumas semanas, que está “disposto a ampliar e desenvolver as tradicionais relações de amizade e cooperação (…) a um novo nível, mais elevado, segundo as exigências da nova era”, informou a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA.
O governante bielorrusso respondeu que “Minsk afirma seu interesse em expandir ativamente os vínculos políticos e econômicos em todos os níveis com Pyongyang”.
A Coreia do Norte enfrenta uma série de sanções ocidentais, a maioria devido ao seu programa de armas nucleares e mísseis, mas também por seu apoio à Rússia na guerra contra a Ucrânia.
Lukashenko aproximou Minsk ainda mais da órbita russa e enfrenta sanções ocidentais por facilitar a invasão da Rússia ao território da Ucrânia, assim como pela repressão durante os protestos de 2020.
bur-kjk/stu/tc/mas/arm/fp