TURIM, 10 FEV (ANSA) – O presidente da Juventus, Andrea Agnelli, prestou depoimento nos últimos dias em Perugia, na Itália, no âmbito da investigação que apura supostas fraudes em um exame de idioma feito pelo atacante uruguaio Luis Suárez.
A informação foi revelada nesta quarta-feira (10) e detalha que as declarações do cartola foram arquivadas e consideradas como irrelevantes para o andamento do inquérito, segundo a imprensa italiana.
A investigação da Guarda de Finanças, coordenada pelo procurador Raffaelle Cantone, diz respeito ao exame de italiano realizado pelo jogador, de 33 anos, em 17 de setembro, na Universidade para Estrangeiros de Perúgia, um dos principais centros de ensino do idioma no país, quando tentava se transferir para a Juventus.
Na época, o MP e a Guarda de Finanças investigavam, desde fevereiro, supostas irregularidades nos processos de cidadania envolvendo a instituição e acabaram gravando conversas telefônicas que indicavam uma possível fraude no exame do atacante.
De acordo com o Ministério Público, o conteúdo da prova foi “previamente comunicado” ao uruguaio pela universidade, que chegou a “pré-determinar o resultado e a pontuação do exame para corresponder aos pedidos que haviam sido feitos pela Juventus”.
Suárez, que é casado com uma cidadã italiana, poderia obter a nacionalidade caso comprovasse conhecimento ao menos intermediário (nível B1) do idioma. Essa etapa era crucial para garantir sua transferência para a Juve, que não podia mais contratar extracomunitários na temporada devido às chegadas do brasileiro Arthur e do americano McKennie.
O caso levou a reitora da Universidade para Estrangeiros de Perúgia, Giuliana Grego Bolli, a renunciar ao cargo. Já o gerente da área esportiva da Juventus, Fabio Paratici, e o advogado Luigi Chiappero, representante legal da Velha Senhora, estão sob investigação por terem prestado informações falsas ao Ministério Público. (ANSA)