Presidente da Itália diz que 2025 foi difícil e pede mais diálogo e paz

ROMA, 31 DEZ (ANSA) – Em sua mensagem de fim de ano, o presidente da Itália, Sergio Mattarella, declarou que 2025 foi um ano “difícil” e desejou “tempos melhores” para 2026, sobretudo no caminho da paz. O chefe de Estado também citou o papa Leão XIV e relembrou os conflitos em curso ao redor do mundo.   

“Um ano difícil está chegando ao fim. Todos nós conhecemos bem os motivos e, como sempre, esperamos por tempos melhores.   

Nossa esperança é, acima de tudo, pela paz”, afirmou o mandatário.   

Ainda de acordo com Mattarella, a recusa de líderes de nações envolvidas em conflitos em aceitar a paz, por se sentirem mais fortes, é “incompreensível” e “repugnante”. Em sua mensagem, o presidente citou a “devastação” da Faixa de Gaza e a destruição de cidades ucranianas provocada pelos bombardeios russos.   

“Diante da pergunta: ‘O que posso fazer?’, devemos afastar o sentimento fatalista de impotência que ameaça oprimir a todos. A afirmação da liberdade e a construção da paz estão no ato fundador da nossa República, que expressa a vontade de construir o futuro juntos, por meio do diálogo. Isso incorpora a responsabilidade de sermos cidadãos”, acrescentou.   

Ao citar Leão XIV, Mattarella recordou que o pontífice americano “apelou à necessidade de desarmar as palavras” e pediu que os cidadãos italianos acolham esse convite feito pelo líder da Igreja Católica.   

“Leão XIV nos exortou a ‘rejeitar o ódio, a violência e a oposição, e a praticar o diálogo, a paz e a reconciliação’. Se cada circunstância se torna um pretexto para confrontos verbais violentos e acusações mútuas, em que não importa a consistência dos argumentos, mas apenas sua força, não se expressa uma mentalidade de paz nem se lançam seus alicerces”, afirmou.   

O chefe de Estado também avaliou que a União Europeia e as relações transatlânticas, consolidadas após o Plano Marshall, representam os “dois pilares da reconstrução”. Além disso, destacou que o bloco europeu e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) “têm sido, de forma consistente, as coordenadas da nossa ação internacional”. (ANSA).