O presidente chinês, Xi Jinping, elogiou a “luta contra a corrupção” nas Forças Armadas semanas após uma nova onda de expurgos militares, informaram nesta quarta-feira (11) meios de comunicação estatais.
O Ministério da Defesa da China informou em janeiro que investigava Zhang Youxia, vice-presidente da poderosa Comissão Militar Central (CMC), e Liu Zhenli, outro dirigente da CMC.
Eles foram os mais recentes a cair sob a campanha anticorrupção no Partido Comunista Chinês e no Estado desde que Xi chegou ao poder, há mais de uma década.
Nos últimos anos, a campanha se concentrou no Exército.
Em discurso aos militares na terça-feira, Xi afirmou que o Exército passou por um “endurecimento revolucionário na luta contra a corrupção”, expressão geralmente usada para se referir à lealdade às Forças Armadas e ao Partido.
“O Exército de Libertação Popular avançou na retificação política em profundidade (e) respondeu de forma eficaz a diversos riscos e desafios”, declarou Xi, segundo a emissora estatal CCTV.
A campanha anticorrupção no Exército reduziu drasticamente a Comissão Militar Central, que passou de sete membros em 2022 para apenas um general além de Xi, que preside o órgão.
Outros chefes militares foram investigados ou expulsos.
Em seu discurso, Xi afirmou que “o ano passado foi altamente incomum e extraordinário”, mas que as tropas “demonstraram ser totalmente confiáveis”.
A emissora CCTV exibiu o ministro da Defesa, Dong Jun, e Zhang Shengmin, o único membro remanescente da CMC, sentados perto de Xi durante o discurso.
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