Presa, madrasta acusada de envenenar enteados vai a júri popular

Presa, madrasta acusada de envenenar enteados vai a júri popular
A ré tentou matar Bruno Cabral e Fernanda Cabral em 2022 Foto: Reprodução

A Justiça do Rio de Janeiro resolveu levar a júri popular a ré Cintia Mariano Dias Cabral, acusada de envenenar e matar um dos enteados. A decisão foi da juíza Tula Corrêa de Mello, titular da 3ª Vara Criminal da Capital. Também foi mantida a prisão preventiva.

Segundo investigações, Cíntia teria colocado veneno em um sanduíche para o enteado, Bruno Cabral. A irmã, Fernanda, deu entrada no hospital após comer feijão preparado pela madrasta, e não resistiu. O crime aconteceu no dia 15 de março, e a moça morreu 12 dias depois.

Resumo

  • Cintia Mariano Dias Cabral, acusada de envenenar os enteados, vai a júri popular após decisão da justiça do Rio;
  • A ré tentou matar Bruno Cabral e Fernanda Cabral em 2022;
  • A prisão preventiva de Cíntia também foi mantida, “sobretudo para resguardo da ordem pública”, mostrou a decisão.

Leia abaixo o trecho das decisões:

“Ante o exposto, nos termos do Artigo 413, e seu parágrafo 1º, do Código de Processo Penal, julgo procedente a acusação para PRONUNCIAR CINTIA MARIANO DIAS CABRAL, como incursa nas sanções do artigo 121, § 2º, II e III, contra a vítima Fernanda, e do artigo 121, § 2º, II e III, combinado com o artigo 14, II, contra a vítima Bruno, ambos na forma do artigo 69, todos do Código Penal, para que seja submetida a julgamento pelo Egrégio Tribunal do Júri”.

“Mantenho sua prisão preventiva por entender que remanesce contra ela todos os pressupostos sobre os quais veio a ser decretada, sobretudo para resguardo da ordem pública, haja vista o modus operandi adotado na prática dos delitos, envenenamento dos enteados por motivo fútil, razão pela qual mantenho a prisão da ora pronunciada.”

A defesa de Cíntia afirmou que vai recorrer da decisão. Os advogados foram procurados, mas a Istoé não conseguiu contato.

Relembre o caso

  • No dia 12 de março de 2022, Fernanda Cabral passou mal e deu entrada no Hospital Municipal Albert Schweitzer em 15 de março e morreu 12 dias depois. A vítima foi internada após passar mal na casa em que o pai morava com Cíntia Mariano.
  • Bruno Carvalho, de 16 anos, também passou mal e foi submetido a uma série de exames após ser internado. Seu prontuário médico indicou intoxicação exógena;
  • Cíntia Mariano também era suspeita de ter envenado outras pessoas: um ex-namorado, um vizinho e um enteado, de seis anos.