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Premier australiano diz que pedofilia é ‘tragédia nacional’


CAMBERRA E SYDNEY, 15 DEZ (ANSA) – O primeiro-ministro da Austrália, Malcolm Turnbull, classificou como uma “tragédia nacional” o relatório apresentado pela Comissão de Investigação sobre a Pedofilia no país, que ouviu mais de oito mil vítimas de abusos sexuais.   

“O relatório revelou uma tragédia nacional. Agradeço aos membros da comissão e aqueles que tiveram a coragem de relatar suas histórias”, disse em pronunciamento oficial nesta sexta-feira (15).   

O presidente do grupo, Peter McClellan, advertiu que as revelações “não se tratam de problemas do passado”.   

“Através de muitas décadas, as instituições traíram nossas crianças. Os sistemas de proteção da infância e a Justiça civil os abandonaram. A polícia se negou, na maioria das vezes, em crer nas crianças e investigar as suas denúncias. Já o sistema de Justiça penal criou muitas barreiras para os processos”, disse McClellan ao apresentar o relatório.   

Instaurada em 2013, ainda durante o governo da premier Julia Gillard, a Comissão de seis pessoas recolheu depoimentos em seis estados e dois territórios da Austrália, tendo intimado pessoas e feito a divulgação de 1,2 milhão de documentos. Eles identificaram mais de quatro mil instituições onde os crimes foram cometidos.   


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Cerca de 2,6 mil pessoas foram denunciadas à Polícia e outras autoridades e foram iniciadas 230 ações penais.   

O documento revelou uma série de abusos dentro de instituições, como igrejas, escolas e clubes esportivos, ao longo das últimas décadas.   

Os membros da comissão ouviram mais de 15 mil pessoas, sendo oito mil vítimas de abusos e ainda fizeram cerca de 400 recomendações para as entidades, incluindo a Igreja Católica no país.   

De todas as vítimas, 60% delas reportaram que os abusos ocorreram dentro de instituições religiosas, sendo a maioria abusadas por padres e religiosos católicos. Segundo a Comissão, a Igreja Católica na Austrália demonstrou “falhas catastróficas de liderança”, especialmente, antes dos anos 1990.   

Entre as principais recomendações do grupo para a Igreja, está o pedido para que seja relaxado o chamado “segredo de confissão”.   

De acordo com a comissão, se um padre ouvir uma confissão que indique um abuso sexual de menores, deve reportar imediatamente à polícia. Eles ainda pediram que o “voto de castidade” seja voluntário porque, conforme o grupo, ele favorece aos abusos.   

Já para o governo, a Comissão pediu que seja instituído um novo crime na Constituição para facilitar os procedimentos penais em casos em que as instituições falhem em proteger as crianças e que o governo crie o Escritório Nacional para a Segurança dos Menores, com um site e uma linha telefônica exclusiva para a denúncia de crimes. (ANSA)

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