TÓQUIO, 19 JAN (ANSA) – A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, anunciou nesta segunda-feira (19) a dissolução do Parlamento e a convocação de eleições antecipadas. A medida entrará em vigor no próximo 23 de janeiro, a menos de três meses de sua nomeação ao cargo.
A decisão foi anunciada durante uma coletiva de imprensa pela líder conservadora, que pretende capitalizar apoio popular em prol de sua administração.
“Pedirei aos cidadãos que julguem se mereço permanecer à frente do governo”, afirmou Takaichi, a primeira mulher a se tornar premiê do Japão, em outubro, e cujos índices de popularidade superam 60%.
A campanha eleitoral terá início em 27 de janeiro e a votação está marcada para 8 de fevereiro.
A dissolução antecipada da Câmara Baixa ocorre menos de um ano e meio das últimas eleições gerais, nas quais o Partido Liberal Democrata (PLD), liderado por seu antecessor, Shigeru Ishiba, em aliança com o partido Komeito, perdeu a maioria na Câmara Alta do Parlamento.
Um colapso que se repetiu nas eleições para o Senado em julho passado, levando à renúncia de Ishiba meses depois.
Através da nova coalizão formada pelo PLD e pelo Partido da Inovação do Japão (PIJ), Takaichi pretende ampliar sua maioria no Parlamento, convocando eleições com base na avaliação de sua gestão econômica ? que ela mesma descreveu como “responsável, mas agressiva” ? e sobre a estabilidade da aliança governista.
No entanto, analistas veem o contexto parlamentar de forma complicada, com o bloco governista tendo que negociar, primeiro, o orçamento de 2026, que entrará em vigor em abril.
É justamente nessa área que a oposição concentra suas críticas: nos últimos dias, a principal força de oposição, o Partido Democrático Constitucional (PDC), e o Komeito anunciaram a formação da Aliança Reformista, de centro, que servirá como principal oposição a Takaichi. (ANSA).