Premiê do Iraque sobrevive a ataque com drone explosivo em Bagdá

BAGDÁ, 7 NOV (ANSA) – O primeiro-ministro do Iraque, Moustafa Al-Kadhimi, saiu ileso de um ataque com um drone explosivo lançado contra sua residência, localizada na Zona Verde de Bagdá, na madrugada deste domingo (7).   

A informação foi divulgada por fontes de segurança, que revelaram que “dois membros da guarda pessoal presidencial ficaram feridos”, sem especificar a gravidade.   

Segundo os militares, os drones “foram lançados de um local próximo à Ponte da República”, sendo que dois deles “foram abatidos” durante o voo. O terceiro, porém, conseguiu detonar sua carga contra a residência, ferindo dois dos guarda-costas de Kadhimi, que saiu ileso.   

O premiê disse que estava “bem” e pediu “calma e moderação”, após o atentado que classificou como uma “agressão covarde”.   

“Minha residência foi alvo de uma agressão covarde. Estou bem, graças a Deus, assim como os que trabalham comigo”, declarou em um vídeo, no qual aparece sentado junto a uma escrivaninha.   

O ataque, o primeiro contra a residência de Kadhimi, no poder desde maio de 2020, ainda não foi reivindicado por nenhum grupo terrorista.   

A ofensiva ocorreu enquanto centenas de manifestantes realizavam um protesto na entrada da Zona Verde contra o resultado das eleições parlamentares de 10 de outubro.   

Os Estados Unidos condenaram o “aparente ato de terrorismo” contra o premiê iraquiano. “Estamos aliviados em saber que o primeiro-ministro saiu ileso. Este aparente ato de terrorismo, que condenamos veementemente, foi dirigido ao coração do Estado iraquiano”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price.   

“Estamos em contato próximo com as forças de segurança iraquianas encarregadas de defender a soberania e independência do Iraque e oferecemos nossa ajuda enquanto investigam este ataque”, acrescentou o americano.   

Já o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano (SNSC), Ali Shamkhani, afirmou no Twitter que a tentativa de assassinar al-Kadhimi representa uma nova insurreição, cujos vestígios devem ser procurados em alguns países estrangeiros.   

“Esses países não trouxeram nada para o Iraque, mas insegurança e discórdia por meio da criação e apoio de grupos terroristas, bem como da ocupação”, disse Shamkhani. (ANSA)